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Inteligência passa por restruturação, diz secretário de segurança

Sandro Caron afirmou ao O POVO que metade das funções serão trocadas na Coordenadoria de Inteligência
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DELEGADO DA Polícia Federal, Sandro Caron, assumiu Secretaria da Segurança em 10 de setembro  (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE DELEGADO DA Polícia Federal, Sandro Caron, assumiu Secretaria da Segurança em 10 de setembro

Está em andamento uma reestruturação da atividade de inteligência na Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Foi o que anunciou o secretário Sandro Caron, em visita ontem à sede do O POVO. Metade das funções serão trocadas na Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS, afirmou o secretário, sem dar mais detalhes. O coordenador da Coin, Francisco Edinaldo do Vale Cavalcante, porém, segue no cargo.

Em entrevista ao O POVO, Caron afirmou que a Coin continuaria com atribuições voltadas à investigação, mas foram imputadas ao órgão várias demandas de inteligência estratégica para assessorá-lo no processo decisório. O secretário diz que usará na tarefa a experiência de ter comandado por cinco anos a Divisão de Inteligência Policial (DIP) da Polícia Federal. Também será cobrado da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) trabalho de atualização e busca de novas estratégias. O objetivo é orientar o policiamento a partir das estatísticas. Essa deve ser a marca da gestão, afirmou Caron, junto com a integração e intercâmbio de informações com vinculadas e outros órgãos, como Polícia Federal e Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

 

"Estamos com vários planejamentos operacionais, criando, vamos dizer assim, metas mais ousadas. Precisamos muito acelerar o aspecto operacional das Polícias e manter constância nesse trabalho. Temos hoje várias ferramentas (tecnológicas) sendo desenvolvidas a serem lançadas nos próximos meses. Por uma questão de sigilo ainda não posso dar mais detalhes. Dentro da força de trabalho que se tem (buscamos) extrair o máximo da força de trabalho".

Um mês depois de ser, oficialmente, nomeado para o cargo, o secretário diz já ter conseguido um panorama da situação da segurança do Ceará. A pandemia e a paralisação da Polícia Militar, apontadas como tendo forte impacto no aumento de 102% no número de assassinatos no primeiro semestre, são, para o secretário, "questões que já ficaram para trás". Desde junho, destaca, os números de assassinatos vêm diminuindo com relação ao restante do ano. Agosto último foi o mês com o menor número de assassinatos no ano e setembro tinha até o dia 27, mais recente atualização disponibilizada pela SSPDS, números praticamente iguais: haviam sido 224 mortes, contra 222 de agosto.

Caron ainda afirmou que ampliará o número de bases do Proteger. "Eu defendo que tudo aquilo que vem dando certo deve ser mantido". Ele não disse onde serão colocadas as próximas instalações, mas afirmou que buscará contemplar territórios que apresentem maior incidência de crimes. Questionado se casos de abuso policial, como o que vitimou Mizael Fernandes da Silva Lima, necessitariam de mudança na formação policial, Caron disse defender o uso progressivo e proporcional da força. Ele disse ser preciso analisar caso a caso. "Dentro de cada caso concreto, você só pode dizer se houve uso excessivo da força se, quando o inquérito for ao judiciário, houver no final condenação", afirmou. "Esse número me parece que é pequeno"

 

Efetivo

"Vamos sempre buscar junto ao Governo aumento do efetivo, mas não podemos nos acomodarmos e acharmos que temos um efetivo pequeno", afirmou Caron, defendendo otimização

 

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