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Homem apontado como único chefe de facção solto segue foragido

Francinélio Oliveira e Silva, conforme a Polícia Federal, foi o principal articulador da série de ataques orquestrada pela Guardiões do Estado em setembro do ano passado
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Em 11 de junho último, a Polícia Civil capturava Francisco Marcilieudo Mesquita da Silva, de 38 anos. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), "Dão", como é conhecido, era ligado a Ednal Braz da Silva, o Siciliano, integrante da "Sétima Coluna", o grupo de sete homens apontados como chefes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE).

Dão havia ascendido na hierarquia da organização criminosa após Siciliano ser recambiado de unidade prisional de Pernambuco, onde cumpria pena, para o Ceará. Antes de ser preso em Itabaiana (SE), Francisco Marcilieudo, conforme a Polícia Civil, dividia as atribuições da chefia da GDE com Francinélio Oliveira e Silva, o "Geleia", de 46 anos.

Com a prisão de Dão, a SSPDS afirmou que faltava apenas Geleia para que todos os integrantes da "Sétima Coluna" fossem presos. Já estavam atrás das grades Marcos André Silva Ferreira, Yago Steferson Alves dos Santos, Francisco de Assis Fernandes da Silva, Francisco Tiago Alves do Nascimento e Deijair de Souza Silva, além de "Siciliano".

Quatro meses depois, "Geleia" segue foragido. Além de ser apontado como chefe da GDE, Arqueiro, como também é conhecido, tem contra si mandado de prisão em aberto por roubos e furtos, decorrente de decisão condenatória. A pena imposta a ele é de 51 anos e 10 meses, conforme a SSPDS.

De acordo com a operação Reino de Aragão, da Polícia Federal, ele estava preso até setembro de 2019, quando ganhou direito a saída temporária e não mais voltou.

Geleia também tem ordem de prisão feita no âmbito da Reino de Aragão, deflagrada em dezembro de 2019. A investigação da PF acusava-o de ser o principal articulador da série de ataques criminosos ocorridos em setembro de 2019 no Estado. À época da operação, Geleia era apontado como integrante do "Conselho Final" da GDE, estrutura logo abaixo da Sétima Coluna. A operação foi deflagrada após análise das conversas encontradas no celular de Siciliano.

Nas mensagens, a PF descobriu a intenção da GDE de matar policiais penais e autoridades policiais e políticas. "Em dado momento das conversas, Arqueiro sugere, inclusive, que seja incluído no 'salve' da facção a ameaça de derrubada de Estádio de Futebol ('Castelão') durante evento que lá aconteceria", afirma a PF no pedido de prisão.

As conversas também indicam que Francinélio propôs atear fogo em lojas do Centro e derrubar uma ponte em Chorozinho. "(Arqueiro afirma) que tem um amigo que tem dinamite e sabe utilizar... que ficariam no mato após a derrubada e se o helicóptero do Ciopaer aparecer eles derrubam com aquele Fura (fuzil) que ele arrumou (SIC)".

Apesar de apontado como liderança da GDE, Francinélio não consta no Programa de Recompensa do Ceará, que oferece dinheiro em troca de informações que levem ao paradeiro de foragidos. Atualmente, nove nomes estão na lista, rendendo valores entre R$ 2 e 8 mil. Em nota, a SSPDS afirmou que a escolha dos nomes de suspeitos foragidos para o programa é definido por Comissão Estadual, responsável por avaliar "uma série de critérios", como análise gravidade do caso, da periculosidade do procurado e os valores a serem oferecidos. "Embora Francinélio Oliveira não faça parte da lista atual, ele poderá ser incluído posteriormente", afirma a SSPDS.

 

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Os nomes dos foragidos cujas informações rendem recompensa podem ser vistos em www.recompensa.sspds.ce.gov.br. Denúncias pelo telefone 181

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