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Programa para capacitação de 380 mil agentes de saúde é lançado

| Atenção primária | Serão 286 mil agentes comunitários e 95 mil agentes de combate às endemias no Brasil
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MINISTRO Eduardo Pazuello e secretária Mayra Pinheiro no lançamento do programa (Foto: Divulgação PR / Alan Santos)
Foto: Divulgação PR / Alan Santos MINISTRO Eduardo Pazuello e secretária Mayra Pinheiro no lançamento do programa

Cerca de 286 mil agentes comunitários de saúde e 95 agentes de combate às endemias devem ser capacitados por meio do programa "Saúde com Agente", lançado ontem, 8. Programa visa melhorar indicadores por meio da promoção da saúde e do rastreamento de doenças. Para se cadastrarem nas aulas, é necessário que os municípios manifestem interesse em participar do programa, cujo edital de adesão será publicado em janeiro de 2021.

O investimento no programa é de R$ 280 milhões. Com a iniciativa, Governo Federal visa reduzir indicadores negativos como mortalidade infantil, infecções sexualmente transmissíveis, hipertensão, diabetes, entre outros, além de ampliar o acompanhamento de pré-natal mais qualificado.

A capacitação será realizada em dois formatos. Metade será presencial, durante a jornada de trabalho do profissional, mediado por um preceptor. A outra parte será na modalidade de ensino à distância (EAD), mediado por um tutor. Os cursos oferecidos na modalidade EAD, ocorrerão por meio de teleaulas, aliadas a atividades presenciais no espaço das unidades de saúde municipais e nos territórios onde os agentes atuam, conforme o Ministério.

"É um curso de formação ímpar na história do Brasil e do mundo planejado para ser executado em 35 semanas que certificará com novas competências e habilidades agentes de saúde" explica a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde (SGTES), Mayra Pinheiro.

Na ocasião do lançamento da iniciativa, Mayra destacou que o programa de agentes comunitários foi criado de forma pioneira no Ceará. "Esse contingente, maior que o exército brasileiro, consegue chegar em cada comunidade e cada município por um fato muito simples: essas pessoas moram nas comunidades", explicou.

Conforme a médica cearense, os profissionais farão coleta de dados na linha dos ciclos de vida, que contemplam o acompanhamento de indicadores desde a primeira infância, passando pela adolescência, fase adulta e idosos. Também serão verificados durante a triagem de sinais de violência em crianças, mulheres e idosos, além de sinais de automutilação e ideação suicida.

"Esperamos uma redução dramática dos indicadores negativos na atenção primária de saúde", disse. A triagem e acompanhamento de pacientes com doenças como hipertensão e diabetes devem repercutir na redução de custos investidos nas redes de saúde de média e alta complexidade.

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