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Fortaleza concentra 42% dos casos confirmados em 2021

|LOCAIS| SMS reconhece segunda onda, que teve início em outubro. Nos últimos 60 dias, existe alta ocorrência de mortes nos bairros Meireles, Aldeota e adjacências
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Assim como no início da crise sanitária, Fortaleza concentra as maior parte dos novos casos de Covid-19. Conforme a Sesa, 42,1% das pessoas infectadas pelo coronavírus neste ano residem na Capital. Os outros 57,9% estão distribuídos entre a Região Metropolitana e o Interior.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) analisa que a curva epidêmica acumulada de casos confirmados continua apresentando a inclinação ascendente iniciada em outubro. A desaceleração identificada em meados de dezembro não se manteve. "Desde meados de janeiro a média móvel de casos havia encontrado uma estabilidade em patamar elevado de, aproximadamente, 490 casos. No início de fevereiro, no entanto, ocorre nova aceleração. Entre os dias 2 e 12 do mês corrente ocorre um aumento de 17% na média móvel, que alcança 570 casos", afirma em boletim divulgado na última sexta-feira, 19.

"O cenário sugere uma longa segunda onda epidêmica em progressão que pode estar mudando sua dinâmica de dispersão, ganhando força de transmissão, tendendo a um padrão de propagação exponencial", continua o documento. Quanto aos óbitos, a curva epidêmica seguia em um platô alto desde junho, mas vem apresentando uma inclinação ascendente, mais evidente em fevereiro. "Apesar de ainda caracterizar um crescimento linear, está em franca evolução", ponderam os especialistas da SMS.

Do fim de dezembro até a última semana, chama atenção uma alta ocorrência de mortes causadas pela Covid-19 no grande aglomerado do Meireles/Aldeota e adjacências. Concentrações espaciais de mortes em vários bairros sugerem que há transmissão comunitária, não identificada inteiramente pela limitação de testagem dos casos leves nas áreas menos favorecidas da Cidade. Já em toda a área leste/sudeste de Fortaleza há, desde o início da pandemia, uma baixa intensidade de óbitos.

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