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Experiência de quem começou e terminou o EJA durante a pandemia da Covid-19

Educação. História
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Paloma Vianco cursa enfermagem após concluir ensino médio por outra modalidade (Foto: BARBARA MOIRA)
Foto: BARBARA MOIRA Paloma Vianco cursa enfermagem após concluir ensino médio por outra modalidade

Para concluir o ensino médio, Paloma Vianco, 18 anos, estudou de maio a dezembro de 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19, no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Edmar Maia de Sousa, no Centro de Fortaleza. A jovem reprovou o primeiro ano do ensino médio em 2017, e desconhecia a possibilidade de concluir a última etapa do ensino básico por outra modalidade.

"Eu não sabia dessa oportunidade. Eu não sabia do EJA, que era possível tirar o ensino médio rápido sem precisar passar por três anos seguidos", reconhece. A partir da professora Aila Sampaio, colega de trabalho dos pais, Paloma retomou os estudos. Por causa da pandemia, teve de adiar o início do processo em um mês.

"Foi uma experiência muito tranquila. Foi até melhor por EAD, porque eu moro muito longe do Centro", avalia. A jovem conseguiu o certificado de conclusão logo após finalizar a modalidade. "Meu sonho era terminar até julho do ano passado para começar minha faculdade, mas percebi que a pandemia estava se estendendo e resolvi deixar a graduação para este ano."

Todo o ensino da estudante foi virtual, desde o acesso aos livros didáticos ao contato com professores. Para ela, o modelo é positivo, mas há uma série de limitações. A principal estratégia foi criar uma rotina de estudos e entender o próprio tempo de aprendizado. "Eu fiquei muito feliz, apesar das provas não serem aquela coisa difícil e os estudos terem sido bem fáceis, foi uma conquista."

Neste ano, Paloma está no primeiro semestre do curso de enfermagem na Universidade de Fortaleza (Unifor). "Eu quero continuar estudando. Eu pensei que não poderia alcançar isso, passar por essa barreira que é entrar numa universidade. Vou estar sempre aberta às possibilidades e crescer", confia.

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