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"Houve talvez um erro de comunicação", diz secretário da saúde

O documento, no qual os professores comprometem-se a retornar às atividades presenciais, é alvo de críticas de professores e entidades educacionais
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Dr. Cabeto, secretário de Saúde do Ceará, participou de entrevista na Rádio O POVO/CBN nesta manhã (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto: Reprodução/Facebook Dr. Cabeto, secretário de Saúde do Ceará, participou de entrevista na Rádio O POVO/CBN nesta manhã

O termo exigido na vacinação contra a Covid-19 dos profissionais da educação no Ceará foi pensado para dar mais transparência ao critério social da imunização prioritária da categoria, segundo o secretário de Saúde do Ceará (Sesa), Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, Dr. Cabeto. O documento, no qual os professores comprometem-se a retornar às atividades presenciais mediante imunização, é alvo de críticas de professores e entidades educacionais. 

Em entrevista à Rádio O POVO CBN nesta terça-feira, 8, ele explicou como foi definida a criação do documento no âmbito da Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB-CE). "Na hora que uma comissão técnica toma a decisão de colocar não um critério epidemiológico, mas sim um critério social, era preciso dar transparência à sociedade, e assim foi colocado. Houve talvez um erro de comunicação, mas peço que as pessoas compreendam. O que fica é a grande mensagem, de que o Estado está valorizando a educação", afirmou.

Cabeto ainda mencionou uma demanda por parte dos secretários municipais de saúde sobre igualdade de condições em relação à exigência da vacinação feita aos profissionais de saúde. 

"Era importante porque lá atrás os profissionais de saúde foram obrigados a declarar que eles estavam na linha de frente", acrescentou. No começo do ano, quando a vacinação contra o coronavírus teve início pelos profissionais de saúde da linha de frente, os trabalhadores tinham de apresentar um termo profissional para comprovar contato direto com os pacientes.

Cabeto enfatizou que era necessário "dar uma satisfação" à sociedade sobre a priorização dos profissionais da educação, considerando outros grupos em atividade essencial. "Nós temos outras classes que também tão correndo risco, tão tendo contato e não pararam. Estamos falando dos trocadores de ônibus, do pessoal dos transportes coletivos", disse. 

O titular da saúde acrescentou que a vacinação dos trabalhadores da educação foi considerada prioridade para o Estado, tendo em vista o prejuízo da suspensão do ensino presencial em decorrência da pandemia. No Ceará, o anúncio da vacinação dos profissionais da educação foi divulgado antes da definição em nota técnica publicada pelo Ministério de Saúde orientando sobre a imunização da categoria.

Em reunião realizada no dia 1º de junho, a CIB-CE aprovou por unanimidade a manutenção da autodeclaração dos profissionais da Educação para se vacinarem contra a Covid-19. No dia seguinte, o Sindicato dos Servidores do IFCE, do Colégio Militar de Fortaleza e da Escola de Aprendizes Marinheiros do Estado (SINDSIFCE), apresentou uma ação civil pública em busca da suspensão da obrigatoriedade de termo.

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