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Vacinação é ato coletivo e decisão do Governo fortalece essa necessidade

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Quem ainda não ouviu alguém dizer que não tomará a vacina contra a Covid? Os motivos são os mais diversos: dor, mal-estar, feto de crianças na fórmula e por aí vai. Nessa segunda-feira, 16, quando o País vê cada vez mais o avanço da variante Delta após longos e cansativos 17 meses de pandemia, o governador do Ceará, Camilo Santana, anuncia que servidor público que não quiser se vacinar será punido. A decisão tem base um número alarmante em Fortaleza: mais de 200 mil adultos entre 19 e 39 anos, aptos a se vacinar, ainda não o fizeram. 

Essa faixa etária é, inclusive, uma das mais afetadas na segunda onda de Covid-19 no País. O Projeto de Lei (PL) que vai à Assembleia Legislativa ainda nesta terça-feira, 17,e que detalhará como as punições aos servidores negacionistas (vale destacar que pessoas com orientação médica de não vacinação não deverão ser penalizadas), não é exclusividade do Ceará. Outras cidades brasileiras tomaram decisão parecida, além de países pelo mundo. Na via de mais vacinação e, consequentemente, mais paz, até empresas privadas começaram a incentivar seus funcionários a se vacinarem. Restaurantes e bares também já viram uma forma de atrair clientes e contribuir para a tão sonhada imunidade coletiva.    

O não à vacinação, que sempre foi tão presente na vida dos brasileiros, assusta. Apesar dos muitos problemas, poucos países têm a estrutura organizacional que temos para vacinar o maior número de pessoas no menor tempo. Porém, o que tem impedido grande parte das pessoas a fazerem o que é certo -pelo menos entre os "alguéns" que eu já ouvi falando que não quer se vacinar, são orientações erradas. É a falta de exemplo e a continuidade de discursos vazios que enchem escolas, igrejas, comunidades. E é muito triste saber que esses espaços, tão importantes para o futuro, estão incentivando a não coletividade e a falta de perspectiva! 

 

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