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Chuvas da pós-estação podem chegar de forma reduzida até julho

Funceme informa que mais acumulados de precipitação são esperados até o próximo mês de julho, embora de maneira reduzida
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 FORTALEZA contou com chuva fina, mas constante durante a manhã de ontem (Foto: FABIO LIMA)
Foto: FABIO LIMA  FORTALEZA contou com chuva fina, mas constante durante a manhã de ontem

O principal período chuvoso no Ceará está concentrado na quadra chuvosa, entre os meses de fevereiro e maio. Neste período, é comum ocorrer 75% das precipitações do Ceará. No entanto, conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), mais acumulados são esperados até o próximo mês de julho, embora de maneira reduzida. Este fenômeno é chamado de pós-estação. Durante os dois primeiros dias de junho, a Fundação registrou, de forma consecutiva, precipitações em mais de 100 municípios.

“Então, não é porque terminou a estação chuvosa que também se encerraram as precipitações aqui no Estado. [Em] junho e julho continuam a ocorrer precipitações, não associados à zona de convergência intertropical, mas a outros tipos de eventos. Por exemplo, a formação de áreas de instabilidade, principalmente sobre o oceano. Elas se deslocam, se aproximam da nossa costa, levando a formação das nuvens de chuva, e aí a ocorrência de precipitações, até bastante intensas, como a gente tem observado”, explica a gerente de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto.

No caso do Ceará, assim como tem sido observado neste início de mês, as precipitações têm influência das ondas, ainda que de forma mais amena. “Às vezes, dependendo da força da intensidade que esses sistemas se deslocam, podem até trazer alguma precipitação para o Estado, um pouco mais de chuva talvez ali pra região do Cariri e também pra região Jaguaribana e para a própria faixa litorânea”, acrescenta a pesquisadora da Funceme.

Este período do ano também é o início da estação chuvosa dos estados do Leste da região Nordeste, e o que ocasionam as chuvas naquele setor são as ondas de Leste. “Essas precipitações intensas que têm sido observadas em Pernambuco, também no estado de Alagoas, têm sido ocasionados por essas ondas”, comenta Sakamoto.

 

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