Antes do advento das facções no Ceará, os principais inimigos dos "Irmãos Coragem" era uma quadrilha nomeada de "Irmãos Metralha", também atuante em Sobral. Entretanto, em meados de 2015, as facções passaram a fazer "batismos" em massa no Estado e o grupo passou a compor a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). Seus principais rivais, então, passaram a ser a facção Comando Vermelho (CV). Em 2019, investigação da Delegacia Regional de Sobral mostrou que a cidade estava dividida entre quatro facções, sendo que o PCC cujo núcleo eram os "Irmãos Coragem" tinha presença mais forte nos bairros Sumaré e Padre Palhano.
Os "Irmãos Coragem" prosseguiram matando para garantir o domínio de seus territórios, conforme a Polícia Civil. Em 10 de janeiro de 2019, Evaldo Coragem teria ordenado a morte de Ítalo Anderson Silva Aragão no bairro Alto Cristo, em Sobral. De acordo com o MPCE, Ítalo estudava para tentar o ingresso na carreira policial e sempre colaborava com as forças de segurança. Evaldo foi condenado por esse crime. Em 2022, Evaldo e Marcos, porém, foram impronunciados da acusação de mandarem matar Antônio Ari Paula de Freitas em 22 de abril de 2020, no bairro Padre Palhano. O crime foi motivado, apontava o MPCE, por um suposto estupro que a vítima teria praticado. O grupo ainda foi acusado de vários outros crimes. Marcos foi apontado como um dos partícipes de um roubo a banco ocorrido em Guaraciaba do Norte, na Serra de Ibiapaba, em 2018. Já Daniel foi indiciado em 2017 por redução a condição análoga à de escravo de funcionários que trabalhavam em sua fazenda.
A operação Covardes ainda identificou que havia algumas rusgas entre Evaldo e Daniel por ocasiões registradas em 2018 e 2019. Inclusive, há a suspeita de que um triplo homicídio registrado em março de 2019 em Sobral teria relação com a rivalidade. "Mas as frentes (Evaldo e Daniel) sempre se unem quando o objetivo (criminoso) é maior, como nos assaltos a agências bancárias, e também por laços afetivos."
Marcos e Evaldo foram absolvidos no processo referente à operação "Covardes". Atualmente, transcorre o processo de nº 0280694-58.2022.8.06.0001 em que Marcos e outros acusados de integrarem os" Irmãos Coragem" são réus. A ação penal aguarda julgamento.