Logo O POVO+
Membros do CV presos no aeroporto de Fortaleza estavam foragidos há pelo menos um ano no RJ
CIDADES

Membros do CV presos no aeroporto de Fortaleza estavam foragidos há pelo menos um ano no RJ

Suspeitos foram capturados na madrugada desta terça-feira, 25, no momento em se encaminharam para o estacionamento do local; Eles estariam refugiados na região carioca após uma série de crimes cometidos no Grande Pirambu
Edição Impressa
Tipo Notícia Por
REPRESENTANTES das forças de Segurança apresentaram detalhes da prisão dos suspeitos (Foto: Divulgação/SSPDS)
Foto: Divulgação/SSPDS REPRESENTANTES das forças de Segurança apresentaram detalhes da prisão dos suspeitos

Quatro homens suspeitos de integrar a facção criminosa Comando Vermelho (CV) foram presos ao desembarcar no aeroporto de Fortaleza, no bairro Serrinha, na madrugada desta terça-feira, 25. Os membros do grupo estavam foragidos há pelo menos um ano em comunidades no Rio de Janeiro (RJ) retornando à Capital utilizando documentos falsos para não serem identificados.

Conforme as investigações, os suspeitos teriam fugido para o estado carioca para não serem localizados após uma série de crimes cometidos no Grande Pirambu, entre eles tráficos de drogas e homicídios contra agentes de segurança pública. No ano passado, pelo menos seis policiais militares (PMs) e ex-PMs foram mortos no Grande Pirambu. Neste ano, um caso foi registrado.

“Não descartamos a participação deles em homicídios, tendo como vítima agente de segurança”, disse o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Ricardo Pinheiro. Os quatros homens possuem idades de 42, 29, 28 e 26 anos e foram presos no momento em que se encaminharam para área do estacionamento do aeroporto.

Ainda segundo o diretor do DHPP, os suspeitos são naturais do Grande Pirambu e, enquanto estavam na região, cometeram homicídios. Após se tornarem alvos de investigação no Ceará, eles fugiram para o Rio de Janeiro em março do ano passado.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará (PC-CE), Márcio Gutiérrez, no estado carioca, os indivíduos ostentavam armamento bélico, como fuzis, frequentemente registrados em fotografias. "É um vasto material bélico, primeiramente, para intimidar a os grupos rivais, mas também para se promover dentro da própria organização", afirma.

Além disso, eles passaram a influenciar o tráfico de drogas e a prática de homicídios no Ceará mesmo à distância por meio de representantes, demonstrando que possuíam um papel de liderança importante na facção criminosa.

“Continuaram a delinquir, a praticar crimes já através de comunicação por celulares e redes sociais”, disse Ricardo, destacando que os suspeitos estavam próximos da liderança da facção no Rio responsável por atuar também no Pirambu, sendo eles os braços e cumpridores das ordens do líder do CV.

Uma das linhas de investigação é que os suspeitos teriam retornado à Fortaleza após um desentendimento dentro da organização criminosa, sendo decretados de morte pelos chefes do grupo com atuação no Grande Pirambu. Ainda não há informações do que motivou a briga entre os faccionados.

“A gente está procurando aprofundar as investigações e entender o que que ocorreu pra gente se posicionar enquanto força de segurança e focar a nossa força investigativa de acordo com a movimentação desse grupo”, afirma o delegado Ricardo Pinheiro.

Durante a captura, ainda foram cumpridos mandados em aberto contra homicídios e por integrar organização criminosa. Os alvos, um homem, de 28 anos, possui passagens por integrar organização criminosa, tráfico de drogas e uso de documento falso; um de 29 anos, com passagens por integrar organização criminosa, tráfico de drogas, homicídio doloso, roubo, crime de transito e porte ilegal de arma de fogo.

O suspeito de 26 anos possui passagens por integrar organização criminosa, homicídio doloso, porte ilegal de arma de fogo, dano, receptação, associação criminosa; e outro de 42 anos, com passagens por integrar organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico e lavagem ou ocultação de bens. Os criminosos encontram-se à disposição da Justiça e seguem sendo investigados pelos seus crimes.

A prisão dos criminosos aconteceu após troca de informações sobre a localização dos suspeitos entre equipes da Coordenadoria de Inteligência (Coin), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e do Departamento de Inteligência (DIP) e Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Ceará (PC-CE) com apoio da Polícia Militar do Ceará (PMCE).

 

Fuga

Os suspeitos teriam utilizado documentos falsos para não serem identificados

O que você achou desse conteúdo?