Durante as investigações, pelo menos 12 donos de empresas de internet foram presos na operação da Polícia Civil. Com isso, 12 empreendimentos clandestinos foram alvo de investigação e foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). Os donos das provedoras teriam se aliado ao CV por observarem uma tentativa de lucrar no esquema criminoso.
O POVO apurou a identificação das empresas. Foram denunciadas pelo MP as empresas Feitotel Telecom, Net Show, Total Net, Valdo Net, PH Telecom, Space Net, AG Net, Bob Net, Net. Com, D3 Connect, Speed Net, GL Net/ B Ne.
Segundo o coordenador da Coordenadoria de Planejamento Operacional (Copol), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Harley Filho, todos os donos das empresas denunciadas estão presos. Também foi possível realizar uma operação contra provedoras ilegais, que funcionavam sem autorização.
"Temos o terceiro pilar de trabalho que diz respeito a empresas irregulares, que instalam e suas internets, utilizam posts de energia de forma irregular. Uma operação denominada corta fios, que todas essas empresas que não têm nenhum vínculo, dentro do cenário de legalidade, nós estamos realmente fazendo um corte dessa internet e restabelecendo a livre concorrência", disse o coordenador da Copol.
Ainda durante a atual fase da operação Strike, um homem, de 32 anos, foi preso no município de Icapuí, a 201,78 quilômetros de Fortaleza. O suspeito teria planejado uma ação criminosa a um provedor de internet na Praia da Redonda.
No momento da abordagem, o suspeito chegou a danificar o próprio celular para evitar provas contra ele dos crimes e desobedeceu às ordens dos policiais e resistiu a captura. A captura aconteceu por agentes da Delegacia de Polícia Civil de Icapuí. O homem foi autuado pelos crimes de promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa.