A Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) fará a partir da próxima segunda-feira, 1º, “corredores seguros” até escolas municipais afetadas pelos conflitos entre facções criminosas nos bairros Vicente Pinzón e Papicu, em Fortaleza. A iniciativa faz parte de um plano de segurança discutido, ontem, 29, entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e a Guarda.
A criação da medida busca que alunos, professores e comunidade cheguem com segurança nas escolas das regiões afetadas por episódios criminosos. A implantação dos corredores irá ocorrer em conformidade com as visitas da corporação que começam na próxima segunda.
Leia Mais | Conflito entre facções: escolas do Vicente Pinzón e Papicu pedem aulas remotas
Além da iniciativa, outras ações foram implementadas pela gestão municipal, como a atuação da Guarda no entorno das creches e escolas com maior sensação de insegurança e a ampliação do serviço psicossocial para estudantes.
As medidas foram apresentadas à comunidade escolar durante a reunião que contou com a participação de professores e diretores municipais. Outras medidas citadas são a criação de um comitê de segurança para aproximar a Guarda Escolar Comunitária das unidades.
A gestão municipal também afirmou o reforço da presença de viaturas e guardas municipais em todas as escolas da região, ampliando o efetivo presente pela Polícia Militar. Está previsto também a utilização de videomonitoramento, rondas permanentes, contato com a comunidade escolar e ampliação da relação dos profissionais da escola com a ronda escolar da GMF.
Nesta semana, pelo menos quatro escolas tiveram as atividades afetadas, conforme apuração do O POVO. Foram elas: Centro de Educação Infantil (CEI) Menino Maluquinho e Darcy Ribeiro e as Escolas Municipais Professora Maria Gondim dos Santos e Maria Alice.
Leia Mais | Mudança de facção motivou morte de casal no Papicu; mulher estava grávida
A SME afirmou, por sua vez, que das 17 escolas das regiões, apenas duas não tiveram aulas devido aos incidentes registrados. As regiões passam, atualmente, por uma onda de violência diante de um conflito entre as facções Guardiões do Estado (GDE) e Comando Vermelho (CV).
Conforme levantamento do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute), 16 escolas foram afetadas pelos episódios de violência nos bairros. Desse total, quatro escolas estão sem aulas e doze operam de forma precária, com turmas reduzidas e baixa frequência.
Ainda segundo o Sindiute, ao longo do período do fim de junho até o mês de agosto, docentes relataram ocorrências de tiros durante o horário de aula, o que provoca correria, interrupções e esvaziamento das salas.
“Em um dos episódios mais graves, uma granada foi arremessada na rua da Escola Municipal Maria Gondim logo após a saída dos estudantes”, revelou nota da entidade.
A presidenta do Sindiute, Ana Cristina Guilherme, informou que a Prefeitura de Fortaleza apresentou um projeto para focar na segurança das cinco escolas. “Os acessos das escolas estão complicados, são muitas viaturas e helicópteros sobrevoando”, comenta.
Ainda segundo a presidenta, diante do cenário, a frequência dos alunos caiu 30%. “Vamos ter um grupo de monitoramento. Nós precisamos retornar às atividades normais, temos avaliações, as escolas não podem parar”, disse Ana Cristina.
Escola Municipal Profa. Belarmina Campos
Escola Municipal Profa. Consuelo Amora
Escola Municipal Profa. Aida Santos e Silva
Escola Municipal Luis Ângelo Pereira
Escola Municipal Maria Alice
Escola Municipal Professora Maria Gondim dos Santos
Escola Municipal Eleazar de Carvalho
Escola Municipal Godofredo de Castro Filho
Escola Municipal Maria Felicio Lopes
Escola Municipal de Tempo Integral (EMTI) Vereador Alberto Gomes de Queiroz
Escola Municipal São Vicente de Paulo
CEI Wilma Maria de Vasconcelos Leopércio
CEI Menino Maluquinho
CEI Darcy Ribeiro
CEI Padre José Nilson
CEI Rachel de Queiroz