O papa Leão XIV anunciou nesta quinta-feira, 1º, a criação da Diocese de Baturité, que agora será responsável por 14 municípios que estavam em duas regiões episcopais da Arquidiocese de Fortaleza.
Da região episcopal Serra, chamada de Nossa Senhora da Palma, passam a integrar a nova diocese os municípios de Acarape, Redenção, Barreira, Aracoiaba, Baturité, Guaramiranga, Pacoti, Palmácia, Mulungu, Ocara e Aratuba.
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Da região episcopal Sertão (São Francisco das Chagas), passam a compor a nova diocese os municípios de Canindé, Caridade e Paramoti. Ao todo, a Diocese de Baturité contará com 21 paróquias e uma área pastoral.
“Para nós, enquanto igreja, receber uma notícia vinda do Vaticano, especialmente assinada pelo Papa Leão XIV, no primeiro dia do do ano, significa dizer que esse ano será verdadeiramente especial. Aliás, não apenas por essa notícia, mas também por outras. Nós teremos no mês de fevereiro a ordenação de um bispo filho de Fortaleza, e também a vinda de um irmão que vai se associar a nós como bispo auxiliar, dom Jameson”, enumerou dom Gregório Paixão, arcebispo de Fortaleza, em coletiva de imprensa.
“Tenho certeza absoluta que, pela sua experiência de vida, dom Pepeu fará um trabalho de evangelização excepcional, como sempre fez, pelos lugares por onde passou”, apontou. “O papa o escolheu pela experiência, bondade e formação teológica.”, ressaltou.
Dom Luís Gonzaga Silva, conhecido como Dom Pepeu, foi nomeado arcebispo-bispo da nova Diocese e deve deixar o cargo de vigário geral da Arquidiocese de Olinda e Recife e assumir a Diocese em Baturité até o final do mês de fevereiro, tempo necessário para que todos as questões administrativas sejam concluídas.
Segundo dom Gregório, o processo para a criação da nova diocese levou um pouco mais de um ano e meio, e que este teria sido um dos primeiros assuntos que foram apresentados ao arcebispo após a sua posse.
“O projeto já estava na cabeça de dom Delgado, dom Aloísio Lorscheider e dom José Antônio. Havia um desejo de mais de 50 anos para que essa diocese surgisse.”, afirmou.
Ainda para 2026, dom Gregório almeja a realização de outros pedidos da arquidiocese de Fortaleza junto ao Vaticano: “Não custa nada sonhar, não é mesmo? O primeiro projeto seria a criação de uma diocese para a região praia. Seria, quem sabe, a 11ª diocese no Ceará. E talvez uma província eclesiástica. O Ceará tem apenas uma arquidiocese, então, se seria bom se tivéssemos uma outra arquidiocese, numa região a ser discutida e apresentada ao Papa Leão XIV.”, revelou.
“Dom Luís Pepeu é chamado de arcebispo-bispo porque já recebeu, no passado, a dignidade de arcebispo e a conserva mesmo após assumir o governo de uma diocese.”, explicou padre Vanderlúcio, que também é responsável pelo Serviço de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza.
“Por isso, a forma correta de se referir a ele é arcebispo-bispo: arcebispo por título pessoal e bispo residencial da Diocese de Baturité”, completou.
O Ceará possui uma arquidiocese, que é Fortaleza, e as dioceses de Crato, Iguatu, Quixadá, Limoeiro do Norte, Itapipoca, Sobral, Tianguá, Crateús e, agora, Baturité.