O Governo do Ceará irá arcar com o translado do corpo da babá cearense Lucinete Freitas, de 55 anos, morta pela patroa em Lisboa, em Portugal, no dia 5 de dezembro do ano passado. A informação foi divulgada pelo secretário da Casa Civil, Chagas Vieira, em publicação nas redes sociais na noite deste sábado, 10.
O Ministério Público de Portugal informou na terça-feira, 6, que a investigação do crime apontou que a babá foi morta pela patroa com golpes de bloco de cimento na cabeça. O corpo da vítima, natural de Aracoiaba, a 75,07 quilômetros de Fortaleza, foi localizado em zona de mata em Lisboa no dia 18 de dezembro.
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Na publicação, Chagas informou que o governador Elmano determinou que o Estado arcará com o translado. “Triste demais essa situação, e isso é o mínimo para atenuar um pouco a imensa dor dessa família cearense aqui”, escreveu no post.
Ainda segundo o órgão, a suspeita do crime, uma também brasileira, de 43 anos, que não teve o nome divulgado, está presa preventivamente e é investigada por homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e de falsidade.
Luciente atuava como empregada doméstica da acusada e era babá do filho da suspeita. O MP revelou após o primeiro interrogatório judicial contra a acusada que a relação entre ambas marcada por "conflituosidade". No crime, a patroa teria utilizado o pretexto de levar a vítima para casa, mas conduziu-a até um local isolado.
Na região, ela agrediu violentamente a cearense na cabeça com um bloco de cimento, o que causou lesões que resultaram na morte dela. Também há indícios de que, após confirmar que a vítima estava morta, a suspeita colocou entulho sobre o corpo, com o objetivo de ocultá-lo, e deixou o local.
Logo após o crime, a patroa também teria utilizado o celular da vítima, se passando por ela, e enviado mensagens nas quais dizia ter ido para o estado de Algarve com uma amiga. O intuito, segundo o órgão ministerial, era adiar a comunicação sobre o seu desaparecimento.
A investigação está a cargo da direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Núcleo da Amadora e conta com apoio da Polícia Judiciária.