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Volta às aulas: Governo inaugura novo prédio de escola no bairro Cajazeiras
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Volta às aulas: Governo inaugura novo prédio de escola no bairro Cajazeiras

A solenidade marcou também o início do ano letivo de 2026 para as 775 instituições de ensino da rede estadual de educação
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GOVERNADOR Elmano de Freitas (PT) participou da cerimônia de entrega (Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO)
Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO GOVERNADOR Elmano de Freitas (PT) participou da cerimônia de entrega

O novo prédio da Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Professor Paulo Ayrton de Araújo, localizado no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, foi inaugurado pelo Governo do Ceará na manhã dessa segunda-feira, 2. A solenidade marcou também o início do ano letivo de 2026 para as 775 instituições de ensino da rede estadual de educação.

Com um investimento de mais de R$16 milhões, a reinauguração do prédio conta com 12 salas de aula, 4 laboratórios, biblioteca, cozinha, refeitório, auditório com 120 assentos e quadra poliesportiva coberta.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), informou que estão sendo construídas mais 137 escolas no mesmo padrão, com o objetivo de universalizar a educação em tempo integral no Estado.

A meta, de acordo com a secretária da Educação, Eliana Estrela, é ter 100% das escolas estaduais operando em tempo integral até o final do ano.

Durante o evento, Elmano também se comprometeu a comprar tablets para todos os alunos do 1º ano que estão chegando na escola. Além disso, afirmou que já foi licitada a compra de calçados para todos os estudantes da rede pública estadual de ensino.

“Nós temos a alegria de nesses dois anos, o terceiro ano ainda está fechando os dados, nós temos praticamente 50 mil alunos da escola pública ingressando nas faculdades, o que demonstra a transformação que está acontecendo”, avaliou.

A secretária da Educação destacou que tempo integral representa mais oportunidades para a juventude. “Para a nossa juventude estar mais tempo na escola, com a segurança alimentar, com três refeições, professoras e professores preparados, material adequado. Então, tudo isso faz parte do tempo integral, por isso nós vamos avançar para ser entregue o mais rápido possível”, garantiu.

Sobre as escolas que estão sendo construídas, Eliana informou que a transição dos alunos e funcionários para os novos prédios acontecem de várias formas: “Tem escola que eles estão ainda na escola do prédio antigo aguardando o prédio novo para transferir. Outras, a construção é necessária para poder dividir a escola. Então, são várias situações”.

Funcionários celebram melhorias estruturais e reabertura do prédio

Com a construção original datada de 1973, a EEMTI Professor Paulo Ayrton de Araújo começou a funcionar em 1975, relembra o atual diretor da instituição, Júnior Sampaio. “Todo esse prédio novo e o do lado, que era uma escola só, eram 16.500 m²”, rememora.

Em maio de 2024, cerca de 60% a 70% da estrutura cinquentenária da escola foi demolida para reforma. Durante esse período, a instituição funcionou de forma provisória no prédio lateral, com seis salas de aula. Com a entrega desta segunda-feira, 2, a escola passa a contar com o dobro de salas. De acordo com o diretor, o prédio provisório será cedido para a EEMTI Walter de Sá Cavalcante.

Este ano, a escola passou a ofertar vagas para turmas a partir do 8º ano que, junto com o 9º ano, têm aulas no período da tarde. Atualmente, as turmas do 1º ano do colégio já funcionam em regime de tempo integral, enquanto o 2º e o 3º seguem no regime regular, pela manhã.

Com estrutura para atender 540 estudantes em regime integral, processo que deve ser concluído em 2028, a instituição ainda possui disponibilidade para matrículas. Júnior Sampaio destaca que a escola obteve destaque nacional por conta do bom desempenho escolar dos estudantes. Entre 2017 e 2024, a instituição contou com 92 aprovações em vestibulares.

Professora de Sociologia na escola desde 2021, Aline Rocha explica que a estrutura da escola “mudou radicalmente”. Apesar da estrutura carente, por conta da idade do prédio, a professora afirma que o espaço dava conta das aulas. Defensora declarada da educação pública, a socióloga afirma que a reforma é uma realização muito esperada por alunos e funcionários.

“Mas era uma estrutura limitada em vários aspectos. A gente tinha a ausência de quadra esportiva. A quadra que tinha era muito antiga, ela se deteriorou e ruiu. A gente tinha ausência de laboratórios e o mais consistente era o de informática, por conta da deficiência de salas de aula disponíveis. Então, às vezes, aquele espaço de laboratório de ensino, ele era arranjado”, relembra.

Auxiliar educacional na escola há sete anos, Nágila Maria realiza o acompanhamento de alunos da modalidade de Educação Especial. Ela destaca a questão da acessibilidade como uma das melhorias entregues após a reforma do prédio.

“Melhorou 100% para tudo com os meninos lá. A gente tinha muito pouco acessibilidade, a gente acabava improvisando muita coisa. Mas aqui Graças a Deus, melhorou 100%”, avalia.

Alunos e familiares compartilham expectativas para o retorno às aulas

Passeando pelos arredores do novo refeitório da escola, as estudantes do 2º ano do Ensino Médio (EM), Lorrany Sousa, 15; Gabriela Daylane, 16; e Evelen Barbosa, 16, comemoram a entrega do novo prédio e disseram que o novo espaço deve melhorar a rotina escolar. As três têm o sonho de cursar Medicina, Direito e Pedagogia, respectivamente.

Estudante da instituição desde o 6º ano, Lorrany compartilha a novidade que mais chamou sua atenção: a reforma do banheiro. “Mudou tudo. O outro era precário, o de agora está ótimo, está muito melhor, mais confortável e com mais espaço também”, celebrou.

A climatização das salas de aula foi destaque para Gabriela. “As salas são bem maiores, bem mais confortáveis, bem mais aconchegantes”, avalia. Já para Evelen, toda a nova estrutura da escola merece ser celebrada. “A escola, além dela ter ficado maior, ficou mais bonita, tem uma estrutura melhor que a escola de antes. Está tudo bem melhorado para a felicidade dos alunos”, ressalta.

Sobre o retorno das aulas, Evelen revela ansiedade para conhecer os novos colegas e confessa estar com medo de ter que enfrentar conteúdos difíceis no novo ano escolar, especialmente em Matemática.

Os números não parecem ser um desafio para os amigos José Iudy Lima, 16, e Antônio Yure Nascimento, 16. Estudantes do 2º ano EM, os dois planejam um futuro que envolve muitos cálculos, já que Iudy pretende seguir carreira como programador e Yure quer ingressar nos vestibulares do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Instituto Militar de Engenharia (IME), considerado os mais difíceis do Brasil.

Também aluno da escola desde o 6º ano, Iudy acredita que a inauguração do novo prédio representa um “avanço do movimento estudantil”. Para José, a solenidade representa um “novo recomeço”.

“Todo mundo que passa agora pela BR-116 vê um novo Paulo Ayrton. Isso eu acho muito legal, porque essa escola tem 50 anos, ela foi da geração do meu pai, o meu irmão estudou aqui, e é bom porque eu vou estar estudando em um novo Paulo Ayrton. Eu acho muito bom isso tudo”, destaca o futuro vestibulando.

Mãe do estudante Renê de Sousa, 16, do 2º ano EM, a diarista Maria Renata, 38, afirma que a escola ficou “perfeita". “Melhorou muito em relação ao que era antes. As sala de aula estão bem melhores, a quadra também, a climatização, o ambiente; porque ali no outro prédio era muito apertado, não tinha a comodidade que tem agora. Está top de linha”, comemora.

Estrutura

A unidade passa a ter 12 salas de aula, quatro laboratórios, biblioteca, cozinha/refeitório, auditório com 120 assentos e quadra poliesportiva coberta

Alunos e familiares compartilham expectativas para o retorno

Passeando pelos arredores do novo refeitório da escola, as estudantes do 2º ano do Ensino Médio (EM), Lorrany Sousa, 15; Gabriela Daylane, 16; e Evelen Barbosa, 16, comemoram a entrega do novo prédio e disseram que o novo espaço deve melhorar a rotina escolar. As três têm o sonho de cursar Medicina, Direito e Pedagogia, respectivamente.

Estudante da instituição desde o 6º ano, Lorrany compartilha a novidade que mais chamou sua atenção: a reforma do banheiro. "Mudou tudo. O outro era precário, o de agora está ótimo, está muito melhor, mais confortável e com mais espaço também", celebrou.

A climatização das salas de aula foi destaque para Gabriela. "As salas são bem maiores, bem mais confortáveis, bem mais aconchegantes", avalia. Já para Evelen, toda a nova estrutura da escola merece ser celebrada. "A escola, além dela ter ficado maior, ficou mais bonita, tem uma estrutura melhor que a escola de antes. Está tudo bem melhorado para a felicidade dos alunos", ressalta.

Sobre o retorno das aulas, Evelen revela ansiedade para conhecer os novos colegas e confessa estar com medo de ter que enfrentar conteúdos difíceis no novo ano escolar, especialmente em Matemática.

Os números não parecem ser um desafio para os amigos José Iudy Lima, 16, e Antônio Yure Nascimento, 16. Estudantes do 2º ano EM, os dois planejam um futuro que envolve muitos cálculos, já que Iudy pretende seguir carreira como programador e Yure quer ingressar nos vestibulares do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Instituto Militar de Engenharia (IME), considerado os mais difíceis do Brasil.

Também aluno da escola desde o 6º ano, Iudy acredita que a inauguração do novo prédio representa um "avanço do movimento estudantil". Para José, a solenidade representa um "novo recomeço".

"Todo mundo que passa agora pela BR-116 vê um novo Paulo Ayrton. Isso eu acho muito legal, porque essa escola tem 50 anos, ela foi da geração do meu pai, o meu irmão estudou aqui, e é bom porque eu vou estar estudando em um novo Paulo Ayrton. Eu acho muito bom isso tudo", destaca o futuro vestibulando.

Mãe do estudante Renê de Sousa, 16, do 2º ano EM, a diarista Maria Renata, 38, afirma que a escola ficou "perfeita". "Melhorou muito em relação ao que era antes. As sala de aula estão bem melhores, a quadra também, a climatização, o ambiente; porque ali no outro prédio era muito apertado, não tinha a comodidade que tem agora. Está top de linha", comemora.

Integral

O investimento para adequar a unidade ao tempo integral foi de R$ 16 milhões. A escola passa a ter capacidades para até 540 alunos, com uma jornada diária de sete horas-aula e três refeições

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