Ciência e Saúde

A luta pioneira de uma cearense pela saúde do filho

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A nutricionista cearense, radicada em Brasília, Camila Guedes, foi a primeira pessoa, em 2014, a entrar com pedido na Anvisa para importar canabidiol dos Estados Unidos. Diagnosticado com Síndrome de Dravet, o filho dela, Gustavo, sofria desde os quatro meses com convulsões mensais que só paravam com medicações fortes e internação.


“Aí vi que uma menina nos Estados Unidos estava tomando e controlando as convulsões, e vi um minidocumentário que mostrava a história da Katiele e da Anne (mãe e filha brasilienses que se tornaram símbolo da luta pela legalização da importação do canabidiol no Brasil, no curta e depois no longa Ilegal), e decidi que ia tentar de forma legal”, relembra.


Ela recorreu à pediatra do filho. “Era algo que tinha de ser feito”, rememora a médica Cláudia Bueno, atualmente coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital Regional de Marabá, no Pará. Ela foi a primeira médica brasileira a prescrever CBD.


A espera de Gustavo foi de 40 dias pela liberação do remédio. Ele ainda tomou doses de adaptação, cujo efeito não pôde ser sentido: Gustavo morreu à meia-noite de 1º de junho de 2014, com 1 ano e 4 meses, depois de convulsionar por 12 horas seguidas. Antes de Camila, outras famílias importavam ilegalmente a substância como
suplemento alimentar.


O tempo de espera para importação legal hoje é de cerca de uma semana e, conforme a assessoria de imprensa da Anvisa, “até o momento, a agência autorizou a importação individual de 2.053 pedidos de produtos à base de canabidiol e THC”. (Domitila Andrade)


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