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Posições antagônicas e coerência

 

Tânia Alves

Dois assuntos distintos, durante a semana, motivaram manifestação de leitores que apontaram posicionamento antagônico do O POVO. O primeiro foi o comunicado, na Vertical, terça-feira passada (5/9), de que o colunista Fábio Campos está se afastando da empresa após 25 anos. O segundo veio em razão do desenho da manchete de quarta-feira (6/9) e ainda pela manchete de quinta-feira (7/9) com o título: “A mais grave acusação contra Lula”.


No primeiro caso, o leitor entendia que a saída de Fábio Campos só confirmava que a linha editorial do jornal “mudou radicalmente” e, para tristeza dele, “virou um jornal de partido, sem o menor pudor”. Para o leitor, as colunas do jornalista eram “subvalorizadas” e mostravam o incômodo que o colunista “causava em seus pares”. Ele entendeu assim, apesar de o jornalista permanecer como consultor do Grupo e continuar a escrever uma coluna aos domingos. Ter colunas semanais é comum no O POVO.


No segundo caso, o leitor assegurou que o jornal praticou “antijornalismo” e se tornou um jornal de “categoria duvidosa” ao apresentar, no desenho da manchete de quarta-feira, a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Lula e Dilma, ambos do PT, acima da foto das malas de dinheiro, que seriam do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). O leitor também ressaltou que a manchete do dia seguinte “repete a tentativa espúria de enlamear ou difamar uma figura pública a quem pesam somente acusações”.


No caso da capa de quarta-feira, aqueles acontecimentos foram atípicos, como dizia a manchete. A única ressalva que faço é que a foto das malas deveria ter mais destaque na capa, pois era uma imagem icônica que dificilmente se repetirá como notícia. Ela veio na parte de baixo. Vale ressaltar que, se o leitor enxergou que Lula e Dilma poderiam ser associados às malas, esta é uma leitura possível. Assim como é possível, também, associar o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Artur Nuzman, que vinha em imagem logo abaixo da foto do dinheiro.


Por sua vez, no caso da manchete do jornal de quinta-feira, entendo que ela conseguiu traduzir, em uma frase, o que significou aquele fato (testemunho de Antônio Palocci). Fugiu, inclusive, das palavras de efeito (“pacto de sangue”), que figuraram nas principais manchetes dos impressos. Por fim, ser associado, numa mesma semana, como sendo tendente à esquerda e à direita, duas posições difíceis de conciliar, pode indicar mesmo é que se está em um caminho coerente.


ERROS CORRIGIDOS, MAS NEM TANTO

Na quinta-feira passada (7/9), recebi email de leitor que se mostrava incomodado com interpretações incorretas publicadas no O POVO relacionadas ao ramo do Direito. Ele apontou que, naquele dia, a chamada “Saiba como ingressar com uma ação civil pública”, e a matéria da página 15 não estavam coerentes. “Há que se verificar um completo dissenso entre a chamada e o conteúdo, que se refere à ação popular, causando confusão no leitor”.

De fato, houve confusão entre Ação Civil Pública, citada na chamada e no título da matéria, com Ação Popular, tema do conteúdo da página. Após enviar a crítica do leitor no comentário interno, o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura Henrique Araújo reconheceu o erro e disse que iria providenciar a correção na edição do dia seguinte. Fato que ocorreu.


Desta vez, pelo menos, a editoria foi rápida em providenciar o reparo. Deveria ser esta uma atitude de praxe no jornal, já que assim está estabelecido no Guia de Redação e Estilo. No mês de agosto, por exemplo, foram publicadas na seção “Erramos” 13 correções (ver quadro elabora pelo Departamento de Arte da Redação do O POVO). Porém, alguns erros indicados pelos leitores deixaram de ser corrigidos. Foi o caso do título publicado no dia 31 passado, quando a palavra “liminar” foi trocada por “limitar”, em conteúdo de Política. Até a última sexta-feira (8/9), nada de correção.


No dia 3 de agosto passado, o leitor fez a seguinte observação sobre quadro com o título “Votação da denúncia por partido”, publicado em Política. “Ao ler a edição de hoje sobre a votação de ontem, encontrei no quadro a seguinte situação: se há deputados sem partido, não foram indicados, se não os há a tabela está ‘errada’ do mesmo jeito”. O quadro havia sido editado com erro no item “Sem partido”. Nele colocaram o resultado geral. Esta informação também não foi reparada. Até mesmo uma informação incorreta em uma postagem no Blog de Política, do dia 8/8, permanece assim até hoje. O leitor alertou: “Na matéria do Facebook, consta que a Mesa Diretora da Assembleia vai sancionar a matéria da extinção do TCM. Quem sanciona é o Executivo. A Assembleia promulga”. No online, as correções podem ser feitas a toda hora.


Considero a seção “Erramos” como uma indicação de que, no O POVO, as informações estão centradas na veracidade. Se, involuntariamente, algum dado for publicado errado, o leitor terá certeza da correção. Mas parece que isso não está sendo levando em conta em plenitude.


PARA ACIONAR A OMBUDSMAN

Os leitores das diversas plataformas do O POVO podem entrar em contato com a ouvidoria pelo WhatsApp (85) 988 93 98 07; por email (ombudsman@opovo.com.br) e telefone fixo (3255 6181). O leitor pode ainda visitar a ombudsman se necessário. Basta ligar e agendar.

 

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