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Os palanques nas disputas estaduais

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Não adianta viajar para o Nordeste e fazer campanha se não há palanque viável para manter a mobilização nos estados. Partindo desse pressuposto, Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) levam vantagem na região.

 

Em todo o País, a receita das campanhas é a mesma. Através das lideranças locais os palanques se formam e o pedido do voto chega ao eleitor. Ter interlocutores locais representa o primeiro passo para fortalecer a candidatura nacional.

 

Em pelo menos três estados, a campanha maciça será em torno do nome do candidato do PT à presidência. Na Bahia, com Rui Costa; no Rio Grande do Norte, com Fátima Bezerra; e no Piauí, com Wellington Dias. Nos três estados, as candidaturas do PT estão fortes e apresentam chances de serem vencer ainda no primeiro turno.

 

Por lá, Ciro acaba ficando com pouco espaço e as candidaturas da direita, como Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB) ficam praticamente isoladas, já que não há palanques tradicionais fortes apoiando-as.

 

Tendo em vista as amplas alianças, em Alagoas, Ceará, Maranhão e Paraíba há certo equilíbrio entre os palanques que pedem votos para Ciro e Haddad (da chapa de Lula). Embora as candidaturas mais robustas em Sergipe e Pernambuco não sejam do PT, quem disputa reeleição leva a bandeira do ex-presidente, o que pode beneficiar Haddad na queda de braço pelos votos de Lula.

 

Alckmin pode se destacar em palanques individuais, como as candidaturas ao Senado do ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), e do deputado federal Bruno Araújo (PSDB), em Pernambuco.

 

Embora não haja palanques integrais para Ciro, o cearense também se apoia nos nomes ao Senado, como no Maranhão com a candidatura de Weverton Rocha (PDT).

Wagner Mendes

 

NÚMEROS

 

9

Estados do Nordeste apontam hoje perspectiva de 60% dos votos para Lula

 

0

das candidaturas que lideram as pesquisas ao Governo do Estado na região são palanque para Alckmin ou Bolsonaro

 

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