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Sem prefeitos, candidatos buscam alternativas para conquistar o interior

| DISPUTAS | A principal estratégia é o corpo a corpo e a realização de eventos pelo municípios apostando nas fragilidades das lideranças
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Dos seis candidatos a governador do Ceará, quatro deles não têm apoio de prefeitos no interior. A receita tradicional para se fortalecer em uma campanha eleitoral no interior do Estado, portanto, não deve ser a adotada por essas candidaturas. É o caso do bancário Aílton Lopes (Psol), que disputa pela segunda vez consecutiva a cadeira do Palácio da Abolição.


Ao O POVO, o candidato argumentou que a campanha tem sido feita e continuará sob a estratégia de “conversar com as pessoas” e com as lideranças dos movimentos sociais. “No interior, os prefeitos não são donos da consciência das pessoas. Existe vida e política no interior”, afirmou o psolista.


A prática adotada para interiorizar as ações, segundo o candidato, não é feita apenas nos períodos de campanha, e sim no dia a dia, na rotina da discussão política. Aílton critica o uso da máquina para angariar votos.


“O prefeito, como qualquer cidadão, tem direito ao voto, mas não pode, na condição de gestor, fazer campanha em prol de outro candidato com as estruturas de poder”, cobra da Justiça Eleitoral.


Heitor Freire, presidente estadual do PSL, disse que a estratégia que utilizará para popularizar a candidatura de Hélio Góis ao governo do Estado “é ir atrás do povo, do cidadão de bem”, que segundo ele é “o que já vem fazendo”. “Há mais de três anos, desde 2015, a gente vem viajando o interior do Estado promovendo grupos de direita, debates, palestras, homenagens à direita e às figuras que inspiram a direita”, disse. Góis vai representar o palanque do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que ocupa o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Lula (PT).


A exemplo das candidaturas sem palanque no interior, o candidato Mikaelton Carantino (PCO) deverá visitar as principais cidades do interior para, mesmo sem lideranças, difundir as ideias da candidatura. “Não temos o apoio de empresários nem de classe média alta. A candidatura é feita por trabalhadores. A gente pretende ir nos municípios maiores, como Iguatu, Sobral, Tauá e fazer o corpo a corpo”.


Coordenador da campanha do candidato Francisco Gonzaga (PSTU), Daves Barros afirmou que está sendo elaborado o calendário com as viagens para o interior do Estado. A estratégia, argumenta o dirigente, é baseada na aproximação com os trabalhadores que não estão satisfeitos com as gestões dos prefeitos.


“Há muita revolta no interior do Estado. Estamos fazendo campanhas para esses trabalhadores que vivem na situação de miséria por causa desses governos. Nós estamos fazendo campanha por baixo para esses trabalhadores”, explica. (Wagner Mendes)

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