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"Fortaleza teria condições de detectar eventual repique de casos"

Capital segue tendência de queda nos números. Dados precisam ser monitorados
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TESTAGEM EM massa é uma das estratégias de controle da pandemia (Foto: FABIO LIMA)
Foto: FABIO LIMA TESTAGEM EM massa é uma das estratégias de controle da pandemia

O início da fase 1 de reabertura gradual das atividades econômicas em Fortaleza demanda acompanhamento rígido dos indicadores. São eles novos casos confirmados da Covid-19, óbitos em decorrência da doença e internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A taxa de ocupação de leitos de alta complexidade na Capital é de 82,95%, conforme atualização do histórico de internações da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), às 21h03min.

No dia anterior, a taxa era de 75,73%. Apesar da oscilação, a tendência é de redução analisando a média diária nas semanas epidemiológicas, explica Antônio Silva Lima Neto, coordenador da Célula de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS).

"Tínhamos uma tendência de queda de novos casos que se acentuou essa semana. Declínio de óbitos, de demanda de leitos hospitalares municipais e hospitais e do atendimento de casos de síndrome gripal na atenção básica", analisa. "A epidemiologia não trabalha com oscilação de horas, trabalha com tendência", diz. A demanda por leitos Covid-19 na sexta-feira, 5, foi de 21 pacientes. O número chegou a 135 no dia 14 de maio. "Fortaleza teria condições de detectar eventual repique de casos e acolher a demanda antes de bloquear o processo de retomada. E, inclusive, retroceder o sentido de abertura", pontua.

Érico Arruda, infectologista do Hospital São José e professor de medicina Universidade Estadual do Ceará(Uece), frisa que é preciso analisar "como os indicadores se comportam". "Se as coisas complicarem no Interior e essa demanda estourar na Capital, isso (flexibilização) deve ser repensado, certamente", avalia.

Mesmo com o início da fase 1 do plano de reabertura, ainda é obrigatório o uso de máscara ao sair de casa em todo o Estado. Paralelamente, continuam proibidas aglomerações em lojas e shoppings, bem como frequentar espaços públicos, como praias, calçadões, praças e feiras.

Ontem, o Brasil contabilizou 904 novas mortes causadas pela Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vidas perdidas pela doença para 35.930, segundo o Ministério da Saúde. Da sexta-feira, 5, para este sábado, 6, houve registro de 27.075 novos casos de infecção pelo novo coronavírus e agora são 672.846 pessoas contaminadas, sendo registrados mais de 100 mil novos casos em menos de uma semana. O Brasil está atrás só dos Estados Unidos (109.791) e do Reino Unido (40.548) em óbitos por Covid-19. (Com AFP)

 

Região Norte preocupa

O Ceará contabiliza 63.575 casos confirmados de Covid-19 e 3.965 óbitos pela doença, conforme atualização ontem, 6, às 17h24min, da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Foram 1.399 casos e 58 óbitos a mais que os totais registrados na última atualização de sexta-feira, 5. Dois óbitos ocorreram nas últimas 24 horas. Fortaleza é o município com o maior número de confirmações da patologia, com 27.320 casos confirmados e 2.459 mortes.

Sobral, município distante 234,8 km da Capital, vem logo depois com 3.047 casos confirmados e 118 mortos, seguido de Caucaia (2.383 casos confirmados, 148 mortos) e Maracanaú (2.210 casos confirmados, 153 mortos). A macrorregião de saúde de Sobral, na zona Norte, tem sido foco da preocupação em razão do aumento de casos. O incremento de confirmações nas últimas semanas foi de 50%. A ocupação dos leitos de UTI na região é de 94,57%.

Os novos casos e novos óbitos são noticiados de acordo com a data de confirmação, mediante o resultado dos exames. O dado não significa que as mortes tenham ocorrido nessa data, mas que houve o resultado do exame com a confirmação de que o paciente tinha Covid-19 e posterior registro. Balanço aponta ainda que 42.961 pessoas já se recuperaram da doença no Estado e 55.287 casos seguem em investigação.

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