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Empresas mostram que problemas também viram grandes negócios
Economia

Empresas mostram que problemas também viram grandes negócios

Escolha de talentos, novos processos e mais humanizados aliados à tecnologia foram as dicas dadas durante o 4Town, ontem, no BS Design
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"Qual é a dor do seu cliente?". Foi a partir deste questionamento que gestores de grandes startups no Brasil abriram novos mercados. Para esses líderes, há um consenso de que debruçar-se sobre a percepção do outro sobre diferentes problemas pode ser a chave para o sucesso dos negócios. O assunto foi debatido na primeira edição do 4Town, ontem, no BS Design, na Aldeota.

O sócio e cofundador da Gestão 4.0, Rappi Brasil e Kanui, Bruno Nardon, destacou que as pessoas gastam 25% do tempo usando os smartphones. Uma realidade que mudou a forma de relacionamento, comunicação e consumo. "Hoje, as startups colocam o cliente no meio, entendem a dor desse cliente para achar uma solução. Versus uma empresa tradicional que pensava no que fosse bom para lucratividade e o lançava", explana.

Neste contexto, o consumidor se torna o "único chefe" de novos empreendimentos. Algo que requer a formação de times de profissionais rigorosa, com processos e sistemas. Durante o evento, Gabriela Mozas, gerente de Gestão do Banco Neon, lembrou que o foco deve ser na experiência dos consumidores.

Para João Barcellos, diretor comercial e sócio da Stone Pagamentos, "não basta atender bem, é necessário ter toda uma máquina para fazer isso de maneira escalável e simples".

Felix Rode, que foi líder executivo de times de tecnologia de empresa como IBM, General Electric, Grupo Silvio Santos e outras, acrescenta que expressões como cultura empreendedora e propósitos não eram comuns no ambiente corporativo até cinco anos atrás. Uma mudança que ultrapassou não apenas o léxico, mas a forma das de enfrentar as transformações tecnológicas. "Devem-se ter pilares e culturas que façam sentido, respeitem e valorizem a sociedade", afirma.

Além disso, Marcos Soledade, chefe de Tecnologia da Agenda Edu, reitera que os empreendedores precisam oferecer ferramentas para que os funcionários realizem o que se espera deles. "Não adianta montar uma mesa de pebolim num escritório e achar que está tudo bem. Se você não der condições mínimas, o seu ambiente já começa a não ser sustentável e saudável".

A integração entre governo, setor privado e academia também esteve na pauta. Bruno Simões, coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Inovação do Serviço Social da Indústria (Sesi), lembrou que há iniciativas e instituições que podem auxiliar quem busca entrar no ecossistema de startups no Ceará, como o Banco do Nordeste e o Edital de Inovação para a Indústria - que terá recursos de R$ 10 milhões no Brasil todo. Cada projeto até R$ 350 mil.

Confira entrevistas com os palestrantes:

Chaves para expansão

1 Definir visão e objetivos

Entender tamanho da oportunidade e estabelecer metas ambiciosas

2 Identificar o melhor caminho

Estudar mercado e clientes priorizando alavanca de sucesso e adaptando proposta de valor

3 Contratar e capacitar talentos

Identificar perfis, definir processo de recrutamento, montar pacote competitivo e estabelecer programa de treinamento

4 Executar de forma ágil

Definir metas individuais, dar autonomia para tomada de risco e garantir incorporações de aprendizados ao longo processo

5 Manter rotinas claras

Processos simples e treinamentos constantes

Dicas a partir da palestra do Edson Lopes, diretor de Operações da Oyo Brasil e ex-gerente de veículos da Uber Brasil. Durante o evento, ele também falou da importância da diversidade nos negócios. Leia trecho da fala:

"Eu vi, na Uber, iniciativas desde a apoiar toda as paradas LGBT no Brasil até um programa de estágio que vai corrigir na base problemas de diversidade. Pessoas diferentes passaram por coisas diferentes e têm experiências e aprendem coisas diferentes. Se você estimula isso, está somando A com B e não A com A. Na hora de montar a startup, valorize o respeito a cada forma de amor, etnia e gênero", disse.

 

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