"O óleo ainda não comprometeu porque o Ceará, graças a Deus, tem sido pouco atingido. Não é como nos outros estados, mas temos que resolver este assunto. O Governo Federal tem que mostrar o que de fato está acontecendo. Este negócio de dizer que é da Venezuela, isso é política, precisamos saber o fato real, de onde está vindo e como vai resolver", avalia o secretário estadual do Turismo, Arialdo Pinho.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Hotéis no Ceará (ABIH-CE), Eliseu Barros, a taxa de ocupação média dos hotéis no Estado está em 72%, em função, sobretudo, da agenda de turismo de eventos que já estava previamente confirmada, e ainda não há relatos cancelamentos.
Nas barracas da Praia do Futuro, houve há três semanas uma queda no movimento quando surgiram as primeira notícias, mas o fluxo foi retomado, assegura a presidente da Associação de Barracas da Praia do Futuro, Fátima Queiroz.
Nos restaurantes também não houve alteração de fluxo ou dificuldade de abastecimento, mesmo porque muitos pescados vêm de outros estados não afetados, ou de áreas não litorâneas como é o caso do camarão cearense, conforme o vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará, Moraes Neto.
O professor do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luis Ernesto Bezerra, diz que ainda não há estudos mais concretos sobre o impacto econômico do desastre no Estado. O foco da força-tarefa de pesquisadores é a identificação de onde tem aparecido o óleo e na limpeza.
O coordenador da Pesca e Aquicultura da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Pedro Lopes, reforça que, apesar dos transtornos, algumas medidas foram tomadas. "O Governo Federal já autorizou a liberação de parcelas para o seguro defeso para quem está nesta situação. E para quem é cadastrado é imediato".