Os governos do Brasil e da China assinaram ontem nove atos para trabalhos conjuntos sobre investimentos, transporte, saúde, segurança, comunicações e agronegócio. Os documentos foram firmados após reunião bilateral do presidente chinês, Xi Jinping, e o brasileiro, Jair Bolsonaro, que participam da programação da 11ª Cúpula dos Brics (líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Brasília.
Um dos documentos assinados foi o tratado sobre transferência de pessoas condenadas, que permitirá a transferência de pessoa condenada para o território da outra parte. Caso sejam cumpridos certos requisitos, um brasileiro condenado na China poderá cumprir a pena determinada pelo Judiciário chinês no Brasil e vice-versa.
Houve também o memorando de entendimento para cooperação no setor de serviços, para facilitar e promover a cooperação, o diálogo e o comércio relativos a serviços de diversas áreas, e o de cooperação entre autoridades de transportes.
As assinaturas abrangeram ainda o campo de saúde. Em investimentos, será estabelecida uma plataforma para o intercâmbio de informações, com os fins de desenvolvimento econômico e a criação de empregos.
Na área cultural e audiovisual, a promoção do intercâmbio entre os países de filmes, programas televisivos e festivais de cinema. Pretende-se, ainda, iniciar conversas sobre a eventual possibilidade de estabelecimento de um canal de televisão por assinatura dedicado exclusivamente a programas e filmes sino-brasileiros.
O plano de ação na área da agricultura (2019-2023) também foi assinado. O documento aprofunda a colaboração pragmática no contexto da Subcomissão de Agricultura da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) e com base no Plano Estratégico de Fortalecimento da Colaboração Agrícola entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil e o Ministério da Agricultura da China, nas áreas de políticas agrícolas; inovação científica e tecnológica; investimento agrícola; comércio agrícola etc. (Agência Estado)
Tecnologias
Guedes afirmou que o terceiro nível de integração do Brasil com os países dos Brics está ligado às novas tecnologias.