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BNB prevê recursos para startups a partir de 2020

| recursos do fne | Medida será voltada a negócios e empresários registrados na Junta Comercial e classificados como micro ou pequena empresa
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LINA ANGELA Oliveira, gerente do Hub de Inovação do BNB, palestrou no Seminário Raio X (Foto: BARBARA MOIRA)
Foto: BARBARA MOIRA LINA ANGELA Oliveira, gerente do Hub de Inovação do BNB, palestrou no Seminário Raio X

A partir de 2020, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), administrado pelo Banco do Nordeste (BNB), terá parte dos recursos destinado para startups. A informação foi dada pela gerente do Hub de Inovação do BNB (Hubine), Lina Angela Oliveira Salles Moreira, ontem, durante o seminário Raio-X, no Espaço O POVO de Cultura & Arte

"O centro de inovação nos aproximou mais desse perfil empreendedor, e vimos que ele tem um modelo de negócio diferente do tradicional do mercado. Então, ele não tem o que os bancos geralmente perguntam para ele, que é a famosa garantia real, e usam capital de giro para o próprio capital intelectual", observa.

Serão financiáveis projetos de investimento em inovação de produtos, serviços, processos e métodos organizacionais, contemplando investimentos em obras e aquisição de bens de capital, pró-labore de sócio com dedicação exclusiva, prestação de serviço especializado, inclusive folha de pagamento, capital de giro, quando exclusivamente associado ao investimento.

 Estarão aptas empresas e empresários devidamente registrados na Junta Comercial e classificados como microempresa ou empresa de pequeno porte, segundo os critérios da Lei Geral das MPEs e Microempreendedores Individuais, caracterizados como startups.

Para investimento fixo e misto, o limite de financiamento vai até 100% do projeto, limitado a R$ 200 mil, sendo que a parcela relativa ao financiamento de capital de giro associado não poderá ultrapassar um terço do valor total financiado. Já os prazos serão fixados em função do cronograma físico-financeiro. Os encargos financeiros para investimento com ou sem capital de giro associado serão os mesmos, com taxas a partir de 0,35% ao mês.

Durante o evento, foram debatidos os desafios e avanços do empreendedorismo, logística, comércio externo e inovação. O inspetor-chefe da Receita Federal do Porto do Pecém, Edson Nogueira, apresentou dados sobre os resultados da estratégia de Facilitação do Comércio aplicadas ao comércio internacional, viabilizando a simplificação de processos e eliminação de etapas desnecessárias.

Anderson Morais, CEO da cearense Agenda Edu, apresentou o case da startup que conseguiu investimento do Omidyar Network, um dos maiores fundos de investimento filantrópico do mundo. Júlio Cavalcante Neto, secretário-executivo do Comércio, Serviço e Inovação do Ceará Veloz, destacou que o Estado tem trabalhado para aumentar a competitividade das regiões, criar uma nova economia baseada em empreendimentos e inovadores e melhorar a distribuição de renda.

Nesse contexto, tem atuado em oito setores fundamentais: energias renováveis, agropecuária, Tecnologia da informação e comunicação (TIC) , turismo, segurança hídrica, saúde, logística, têxtil e calçados. Já Mário Gurjão, sócio da Inova Mudo, ponderou as dificuldades para empreende, como questões burocráticas. O seminário, realizado pela Fundação Demócrito Rocha e promovido pelo O POVO, teve mediação dos jornalistas Neila Fontenele e Raone Saraiva. (Colaborou Luana Façanha/Especial O POVO)

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