Economia

Se houver 2ª onda, prorrogação do auxílio emergencial é certo, afirma Guedes

"O Brasil reagirá como da primeira vez. Vamos decretar estado de calamidade pública e vamos recriar auxílio emergencial", afirmou o ministro da Economia
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MINISTRO da Economia participou de audiência na Câmara dos Deputados (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil MINISTRO da Economia participou de audiência na Câmara dos Deputados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo prorrogará o auxílio emergencial, caso haja uma segunda onda da pandemia do coronavírus no Brasil. "Prorrogação do auxílio emergencial se houver segunda onda não é possibilidade, é certeza. Se houver segunda onda da pandemia, o Brasil reagirá como da primeira vez. Vamos decretar estado de calamidade pública e vamos recriar auxílio emergencial", afirmou.

Segundo o ministro, essa não é a expectativa, mas é previsto pela equipe econômica como uma contingência. "O plano A para o auxílio emergencial é acabar em 31 dezembro e voltar para o Bolsa Família. A pandemia descendo, o auxílio emergencial vai descendo junto. A renovação do auxílio emergencial não é nossa hipótese de trabalho, é contingência", complementou.

Guedes voltou a dizer que o plano da equipe econômica era que o auxílio emergencial "aterrissasse" no Bolsa Família ou Renda Brasil, o que ainda está em estudo. "Politicamente, o programa Renda Brasil não foi considerado satisfatório pelo presidente. No meio da eleição, não era hora de ter essa discussão", complementou.

O ministro afirmou que o valor do auxílio emergencial, que foi inicialmente de R$ 600, ficou acima do que ele esperava, que era de até R$ 400. Para Guedes, os R$ 600 podem ter sido um "exagero", mas ele disse não se arrepender porque o benefício foi importante para a reação da economia.

Guedes disse também que o Brasil passou por uma ameaça de "caos social", que não ocorreu porque não houve desabastecimento de produtos nas prateleiras dos supermercados.

O ministro voltou a dizer que a economia está voltando com força "como um urso que estava hibernando". Ele afirmou que a arrecadação de impostos neste mês está "extraordinária", assim como outros indicadores antecedentes. "Mesmo sendo otimista, me surpreendeu a velocidade com que a economia brasileira está voltando". (Agência Estado)

 

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