Economia

Comércio de portas abertas, mas com o desafio de driblar a baixa nas vendas

Apesar da movimentação tranquila no fim de semana em shoppings e comércio de rua, lojistas estão apostando em melhora nas vendas com rotina normal em meio ao Carnaval
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SHOPPINGS estão funcionando das 9h às 20h na Capital, seguindo recomendação do decreto estadual  (Foto: Barbara Moira)
Foto: Barbara Moira SHOPPINGS estão funcionando das 9h às 20h na Capital, seguindo recomendação do decreto estadual

A atipicidade de um ano sem Carnaval trouxe reflexos para o Comércio. Esta é a primeira vez, em 87 anos, que o setor vai funcionar em Fortaleza neste período. E, apesar de até o último sábado, 13, a movimentação estar aquém da observada em anos anteriores, a expectativa entre os lojistas é de que as vendas deslanchem nos próximos dias.

Diferentemente de outros anos, quem circulou pelas ruas do Centro no último sábado não ouviu, por exemplo, os hits do momento ou as tradicionais marchinhas carnavalescas no som ambiente das lojas. Também não há, na grande maioria das vitrines, qualquer referência ao colorido típico das decorações da folia. Desta vez, são as placas de promoção que estão em evidência.

Na loja BanBan Calçados, da Praça do Ferreira, no Centro, uma faixa de ponta a ponta na vitrine alertava que ali havia itens com até 70% de desconto. O gerente da loja, Lucas Melo, disse que a campanha iniciou na semana passada com foco para este período. "O movimento ainda está pequeno se comparado aos outros anos, mas a gente está apostando muito na liquidação para chamar a atenção dos clientes".

Nem mesmo entre os ambulantes as fantasias e adereços de carnaval ganharam destaque neste ano. Na barraca da Luzia Leite, 56, são apenas cinco variedades de fantasias infantis em exposição. "Nem mandei fazer muita coisa porque não estava saindo. Sem as festas, caiu muito a procura por coisas de Carnaval, estou mais com os produtos de sempre".

Ela diz que desde a última semana o movimento diminuiu bastante no Centro. Mas, ainda assim, pretende vir todos os dias. "Está muito fraco, mas a gente tem que acompanhar todo mundo".

A dona de uma loja RD Bebês, Rebeca Moraes, também já decidiu que vai abrir todos os dias, apesar do baixo movimento. "Teve uma queda bem grande no movimento nos últimos dias, não sei se por conta do feriado que não vai ser feriado, se foi o decreto, se vão viajar. Mas, vamos abrir. Não com todo mundo e avaliando a questão do horário conforme o público, mas vamos funcionar porque toda venda conta".

Nos shoppings, a situação não é muito diferente. As lojas devem funcionar das 9 às 20 horas, seguindo a recomendação do último decreto do Governo do Estado para evitar aglomerações. No último sábado, o fluxo estava tranquilo no North Shopping, no bairro Presidente Kennedy.

"Eu acredito que vai ser proveitoso abrir, seguindo, claro, todo o protocolo de cuidado aos clientes. Até porque como não vai ter festa de Carnaval, acredito que muita gente vai aproveitar este período para vir ao shopping, passear, fazer compras", afirmou o gerente da Óticas Visão, Jonathas dos Santos.

No mercado São Sebastião, a movimentação era boa, mas nem de longe se assemelhava a do Carnaval de 2020. Também será a primeira vez que os boxes irão abrir todos os dias neste período. O horário de funcionamento será o habitual, de 5 às 15 horas.

"Com o decreto, acredito que as pessoas vão ficar mais em Fortaleza e, por consequência, devem ir às compras com mais frequência. Ao invés de comprar tudo de uma vez para viajar, as pessoas vão fracionar mais, virão mais vezes, então, acho que prejuízo não vai ter", aponta Firmo Bezerra, administrador do Mercado São Sebastião.

É o que espera a dona de um dos boxes de frutas e legumes, Beatriz Cardoso. Ela diz que desde o último decreto, o movimento caiu em torno de 80% em função da redução no horário de funcionamento dos restaurantes. "Muitas creches também não estão funcionando, com isso, as vendas aqui também caíram muito. A gente teve que reduzir a quantidade de mercadoria e de funcionários. Para esses próximos dias, a nossa expectativa maior é de pessoas que vão vir fazer as compras para ficar em casa".

 

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