Economia

Guedes cita criação de seguro-emprego como para ajudar pequenas empresas na pandemia

Secretário do Ministério da Economia Bruno Bianco disse ainda que novo BEm será lançado "nos próximos dias"
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Guedes voltou a afirmar que a economia brasileira está se recuperando em
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Guedes voltou a afirmar que a economia brasileira está se recuperando em "V"

Parte do programa para evitar demissões em empresas afetadas pela pandemia pode ser financiada por um "seguro-emprego", disse ontem, 11, o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em encontro da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, ele sugeriu que o governo pague R$ 500 por trabalhador, a cada mês, para preservar o emprego, numa nova rodada de ajuda aos pequenos negócios. "Por que não dar R$ 500 para ter um seguro-emprego? Em vez de esperar alguém ser demitido e dar R$ 1 mil, vamos evitar a demissão pagando R$ 500 antes. Um seguro-emprego. Em vez de uma cobertura de quatro, cinco meses, como é hoje no seguro-desemprego, vamos fazer uma cobertura de 11 meses, 12 meses pela metade do custo", declarou o ministro.

O ministro prometeu novas medidas de ajuda além do Benefício Emergencial (BEm), que complementa a renda do empregado com jornada reduzida ou contrato suspenso, e do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Ele, no entanto, não explicou que novas medidas seriam essas. Apenas disse que as medidas "vêm aí" e serão anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro mais adiante.

Na semana passada, Guedes tinha anunciado que o governo pretendia antecipar o décimo terceiro salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na ocasião, ele disse que a medida só sairia após a aprovação do Orçamento Geral da União de 2021, ainda em tramitação no Congresso.

Também no encontro de ontem, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse que o novo BEm será lançado "nos próximos dias".

Quanto ao Pronampe, Guedes declarou que o programa "teve sucesso extraordinário e manteve a economia girando". O secretário Especial de Produtividade, Carlos da Costa, disse que o governo trabalha com o Congresso para que o Pronampe seja permanente, mas sem impacto fiscal "desmedido". "Trabalhamos com recursos que sobraram no Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) para que haja mais R$ 2 bilhões para micro e pequenas empresas", completou.

No encontro, Guedes ressaltou ainda a importância dos negócios de menor porte para a criação de empregos. "Mais de 90% das empresas e quase 60% do emprego, quase 30% do PIB (Produto Interno Bruto), vêm dos pequenos negócios; sempre tivemos essa consciência", disse. "As micro e pequenas empresas são a coluna vertebral da economia."

Guedes voltou a afirmar que a economia brasileira está se recuperando em "V" (forte queda, seguida de forte alta) e que ganhará impulso com a vacinação em massa. Segundo ele, nos próximos dias, a Receita Federal anunciará arrecadação recorde em fevereiro. "A economia voltou em 'V', está começando a decolar de novo. Vacina em massa de um lado, para o retorno seguro ao trabalho, e, de outro lado, girar a economia. É isso que estamos olhando para a frente", declarou o ministro. (Com agências)

 

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