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Edtechs crescem em meio à pandemia oferecendo opções online

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Um levantamento realizado com foco nas empresas de tecnologia voltadas à educação, as edtechs, revelou que o valor de mercado dessas empresas cresceu 500% entre 2017 e 2021. A Rocketseat, edtech que oferece conteúdos e desafios para formar profissionais de programação com metodologia e plataforma próprias, produziu o estudo em parceria com Sebrae e Broggini e analisou o mercado no mundo.

Em 2020, as edtechs do mundo todo fecharam o ano avaliadas em mais de US$ 89 bilhões. Já em 2021, o valor já ultrapassa os US$ 100 bilhões.

Na contramão da expectativa, o ganho de importância dos cursos relacionados com as profissões do futuro e as transformações do mercado de trabalho seguem em baixa. O Mapa do Ensino Superior revela que, com ou sem crise, os estudantes continuam buscando cursos tradicionais e já saturados como Administração e Direito. "Os cursos das áreas de TI não vão bem", disse o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato.

Aproveitando essa oportunidade de mercado, a edtech Kenzie Academy Brasil mira na formação de profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI) a partir de cursos livres de formação de programadores. O modelo de ensino propõe aos interessados início gratuito, com método de pagamento Income Share Agreement (ISA), modelo de financiamento que permite ao aluno pagar o curso após a conclusão dos estudos - e apenas se conseguir recolocação profissional, com remuneração acima de R$ 3 mil. A edtech possui parcerias com empresas como Ebanx e James Delivery como forma de acelerar a contratação de egressos.

Como o início da operação em janeiro de 2020, a escola já recebeu mais de 50 mil interessados em seu curso de desenvolvedor web full stack, proporcionando o conhecimento prático da área em 12 meses.

Daniel Kriger, CEO da Kenzie, destaca que o foco da edtech para este ano é ampliar o número de alunos para mil, meta bem superior aos 300 alunos de 2020. A alta empregabilidade do setor e a falta de profissionais credenciam o pensamento. "O mercado está carente dessa mão de obra, tenho falado com CEOs e CTOs que têm muita dificuldades para encontrar profissionais."

Segundo ele, isso se deve ao sucesso observado no último ano, em que o ensino à distância ganhou espaço. A empresa recebeu aporte de R$ 8 milhões da E3 Negócios para focar na expansão.

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