A nova rodada do Pronampe terá juros bem mais caros do que os praticados em 2020. No ano passado, a taxa de juros era de 1,25% ao ano mais a Selic que, na época, era de apenas 2%, o que dava uma taxa de juros total de 3,5% ao ano. Já em 2021, a taxa de juros ofertada é de 6% ao ano mais a Selic, que está atualmente em 4,25%. Ou seja, o custo total de 10,25% ao ano é quase três vezes maior do que o da versão anterior.
E essa diferença pode ficar ainda maior já que a tendência é que a Selic alcance 6% ao ano ainda em 2021. Ainda assim, especialistas avaliam que o programa segue sendo uma alternativa vantajosa para as empresas de pequeno porte.
Para se ter uma ideia, a taxa média de juros, em outras modalidades de crédito concedido às empresas de pequeno porte, em 2020, foi de 35% ao ano, segundo dados do Banco Central.
"Ainda é a fonte de crédito com melhores condições para acessar capital de giro, mesmo com a Selic nesta faixa porque os juros praticados pelo mercado para capital de giro são bem superiores. Além disso, o Pronampe tem outras vantagens que as outras linhas não tem como carência, prazo e a desburocratização das exigências para concessão que faz com que este tipo de financiamento seja muito aguardado pelas empresas", avalia o diretor técnico do Sebrae, Alci Porto.
A opinião é compartilhada pelo economista Marcelo Leite, que pondera, no entanto, que apesar das regras do financiamento pelo Pronampe serem gerais, como, por exemplo, a possibilidade de financiamento em até 48 meses, é possível que a lista de garantias exigidas, o volume de crédito disponibilizado, e as condições ofertadas variem de banco para banco. Por isso, é fundamental avaliar as propostas no todo e não apenas no custo da operação. "Depende muito também do relacionamento que aquela empresa tem com o banco".