Economia

Complexo do Pecém busca outros investidores para GNL

Futuro incerto
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Sem operações no píer 2 desde o último dia 6 de março, o Complexo do Pecém informou que já está em negociação com outros investidores para buscar uma melhor eficiência da operação de GNL no Estado. O contrato com a Petrobras está previsto para encerrar em junho de 2023.

O complexo portuário informou que o espaço segue, atualmente, disponível para operações de granéis líquidos. O píer 2 é operado pela Petrobras, exclusivamente desde 2009, como terminal de regaseificação de GNL.

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Também ressaltou que a Petrobras, em carta enviada à direção do Complexo do Pecém, informou a saída do navio regaseificador Golar Winter no dia 6 de março deste ano, com retorno previsto para o dia 17 daquele mesmo mês. "A embarcação citada não retornou na data informada e a Petrobras, até a presente data, não se manifestou acerca do retorno das operações de GNL no Porto do Pecém".

"O Complexo do Pecém informa, por fim, que já está em negociação com outros interessados para buscar uma melhor eficiência da operação de GNL no terminal portuário do Pecém, após o fim do contrato com a Petrobras em junho de 2023", conclui a nota.

A Companhia de Gás do Ceará (Cegás), distribuidora de gás natural no Estado, informou que não é suprida pelo Terminal de GNL do Pecém desde o dia 28 de fevereiro deste ano. Mas, que a fase não operacional do terminal a impede apenas de atender à demanda das usinas quando o ONS emite a ordem de despacho termelétrico.

"Ressaltamos que os demais usuários atendidos pela Cegás não têm o seu fornecimento afetado pela fase não operacional do Terminal de GNL do Pecém, pois a empresa é permanentemente suprida pelo sistema nacional de gasodutos de transporte de gás natural".

O consultor em petróleo e gás, Bruno Iughetti, explica que a inatividade do terminal de GNL cearense traz reflexos para o bolso do consumidor. Isso porque a geração de energia elétrica que vem das usinas termelétricas à gás natural, embora sejam mais caras que a das hidrelétricas, por exemplo, costumam ter um custo, em média, 30% menor do que as usinas movidas à diesel, que também são mais poluentes.

"Se essa capacidade das usinas à gás não é toda utilizada, são buscadas térmicas abastecidas por outros combustíveis".

 

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