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Economia

Bares e restaurantes do Ceará pedem para operar com 100% da capacidade

Com expectativa por novo decreto e a 20 dias do fim de programa emergencial, segmento quer também ampliação de horário de funcionamento e do número de pessoas por mesa
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Segmento de alimentação fora do lar quer ampliar para oito o número máximo de clientes por mesa nos estabelecimentos (Foto: BÁRBARA MOIRA)
Foto: BÁRBARA MOIRA Segmento de alimentação fora do lar quer ampliar para oito o número máximo de clientes por mesa nos estabelecimentos

O segmento de alimentação fora do lar no Ceará voltou a pedir que nas novas medidas de flexibilização de atividades econômicas a serem anunciadas hoje pelo governador Camilo Santana (PT) esteja contemplado o retorno da operação de bares e restaurantes com 100% de sua capacidade de atendimento, que atualmente trabalha com metade desse percentual.

O apelo foi feito ontem pelo presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará (Abrasel-CE), Taiene Righetto, durante transmissão ao vivo do programa Economia na Real, comandado pela editor-chefe de economia do O POVO, Adailma Mendes. Ainda segundo ele, outras duas reivindicações do setor são a ampliação do horário de funcionamento dos estabelecimentos de 23h, para meia noite, e do número de pessoas por mesa, de 6 para 8.

As declarações foram feitas também no contexto da discussão sobre o fim do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), do governo federal, previsto para acontecer no dia 25 deste mês. “Hoje, quase 60% da mão de obra no nosso setor está com contratos suspensos. O programa nasceu de uma proposta da Abrasel, beneficiou muitos setores e salvou muitos empregos, mas é difícil pensar em pedir uma reedição dele, considerando que apenas três estados, Ceará, Sergipe e Minas Gerais estão com restrições mais fortes. Mas, nessa segunda onda da pandemia, ele demorou muito para vir”, explicou.

O Economia na Real acontece toda quinta-feira, às 19h, e é transmitido pelos canais digitais do O POVO: YouTube, Facebook e LinkedIn. Também participaram do programa o diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE), Alci Porto, e do conselheiro titular da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB-CE), Roberto Vieira.

Segundo Alci Porto, no processo de encerramento do BEm o empresariado precisa acompanhar a mudança no comportamento dos consumidores, que estão utilizando cada vez mais as plataformas digitais. “Sem a pandemia, essas transformações talvez levariam ainda cinco anos para ocorrer”, avalia.

Ele acrescenta que “as compras pela internet aumentaram 65% em um ano, no que se refere às pequenas empresas. E se o cliente é digital não dá para o empreendedor ser analógico. Como se diz popularmente, ‘dinheiro não aceita desaforo’.

Por sua vez, Roberto Vieira o fim abrupto do programa pode gerar ainda mais desemprego. Ele defendeu que haja um encerramento gradual do programa, levando em conta a realidade de cada setor da economia.

O conselheiro titular da OAB-CE afirmou, no entanto, que algumas mudanças nas relações de trabalho ocorridas durante a pandemia devem permanecer.

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