Economia

Estado retomará feiras internacionais e modernizará incentivos fiscais

| Atração de investimentos| Sedet trabalha com entidades vinculadas para concluir cronograma e estratégias que definem calendário de feiras e eventos locais, nacionais e internacionais para divulgação dos potenciais de negócios no Estado
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GRANDE potencial de atração do Estado é o Complexo do Pecém (Foto: Divulgaçao)
Foto: Divulgaçao GRANDE potencial de atração do Estado é o Complexo do Pecém

A participação cearense em feiras e eventos internacionais deve recomeçar entre o fim de 2021 e início de 2022. Paralisadas desde o início da pandemia, as prospecções presenciais de negócios internacionais serão baseadas em um plano estratégico formulado por um grupo de trabalho liderado pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet). A ideia é que seja finalizado e apresentado até setembro. Além disso, a busca por fortalecer a atração de investimentos passará pela modernização de incentivos fiscais concedidos no Estado.

O titular da Sedet, Maia Júnior, destaca que será montado um calendário fixo de eventos, feiras e roadshows no Ceará, em outros estados do País e em outros países, especialmente na Europa, Ásia e Estados Unidos, a partir desse plano estratégico. Faz parte do trabalho de reformulação da plataforma de desenvolvimento econômico.

A centralização da Sedet e suas vinculadas no Centro de Eventos é o mais próximo a ser finalizado. Maia ainda destaca o lançamento do Ceará Veloz 3.0 e mais medidas. "Agora com as lições da pandemia, vamos lançar o Ceará 3.0. Também teremos a modernização dos incentivos fiscais, que está em fase de redação para ser enviado ao Legislativo. E estamos montando esse calendário anual de promoções para mostrar o que é a economia do Ceará e atrair novos parceiros de negócios", destaca.

Maia ressalta que o que ainda está impedindo o relacionamento direto com os investidores e a realização de feiras internacionais é que há muitas fronteiras fechadas, especialmente na Europa. O foco e preparação do Estado neste momento é mesmo na realização da Expo Dubai. "(Com o plano estratégico) Vamos melhorar o foco e as prioridades. O hub de hidrogênio é, sem dúvidas, uma das grandes possibilidades de investimentos que o Ceará vai propor".

Em entrevista ao O POVO, a diretora executiva comercial do Complexo do Pecém (Cipp), Duna Uribe, destaca que a retomada dos roadshows em solo internacional permitirá que contatos e adiantamentos das negociações atrasadas pela pandemia. Segundo ela, o Porto do Pecém não perdeu acordos neste período.

"Tivemos um ano e meio sem viagens, sem aproximações com feiras e roadshows e isso afeta os negócios. Não digo que houve um desinteresse das empresas europeias e holandesas, eu acho que houve uma desaceleração de novos investimentos estratégicos", afirma Duna, lembrando das perspectivas de parcerias de negócios com empresas holandesas a partir da parceria com o Port of Rotterdam no Pecém.

Duna destaca ainda que a evolução em infraestrutura no Porto do Pecém é uma prioridade. Lembra que o Pecém passou por uma expansão portuária e tem hoje mais berços de atracação, mas expõe os desafios. "O que precisamos começar é a captação de investimentos para a superestrutura, que são feitos através do operador logístico prestador de serviços e o Cipp credencia".

"É importante não termos somente Cipp e Governo do Estado atuando como investidores na melhoria da estrutura, mas os operadores fazerem seus investimentos para que possamos ter a maior eficiência", diz.


COMÉRCIO

O hub de comércio exterior e as mudanças do marco legal das ZPEs são fatos considerados de extrema relevância para o Porto do Pecém. Isso porque, antes, o exportador precisava vender para o Exterior 80% de suas receitas, o que era uma garantia difícil de dar até para grandes players, destaca.

ACORDOS DE COOPERAÇÃO

Mesmo com a dificuldade de atração de novos parceiros em meio à pandemia expresso por Duna Uribe, o Complexo do Pecém assinou no fim de junho um termo de cooperação entre Porto e Zona Franca de Sohar, localizado em Omã, no Oriente Médio. O acordo prevê a cooperação comercial e técnica entre os terminais industriais e portuários, que têm, ambos, o Porto de Roterdã como um de seus acionistas.

O negócio é relevante, pois, o novo parceiro está posicionado entre Muscat e Dubai, em uma das rotas marítimas mais importantes do globo, de frente para o Mar da Arábia, Sohar é um dos portos que mais crescem no mundo, tendo acumulado investimentos superiores a
US$ 26 bilhões.

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