Logo O POVO+
O impacto para quem está na ponta
Economia

O impacto para quem está na ponta

Valor dos imóveis
Edição Impressa
Tipo Notícia
EMPREENDIMENTO da Construtora Montenegro, com apartamentos na faixa do Casa Verde e Amarela, tem somente quatro unidades disponíveis (Foto: BARBARA MOIRA)
Foto: BARBARA MOIRA EMPREENDIMENTO da Construtora Montenegro, com apartamentos na faixa do Casa Verde e Amarela, tem somente quatro unidades disponíveis

Apesar de bons números até aqui, o mercado imobiliário começa a perceber um ritmo de crescimento mais lento a partir de julho. E por trás disso pode estar a própria alta do valor dos imóveis. Dados do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) mostram que, em julho, o valor médio dos imóveis em Fortaleza já havia subido 2,84% nos últimos 12 meses. No Brasil, a alta é de 11,02%.

O indicador é medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), com base nos laudos de imóveis financiados pelos bancos.

Marcelo Montenegro Filho, diretor da Construtora Montenegro, que tem empreendimentos no Casa Verde e Amarela, confirma que a movimentação de clientes estava muito boa até julho, mas está começando a perder força.

"Existe procura, mas tem muita gente que não está conseguindo comprar porque o poder de compra diminuiu. Aumentou muito a inflação do consumo em geral, a pressão sobre a renda, a alta dos juros. Por isso, para nós é muito importante medidas como essas do Casa Verde e Amarela porque significa que aumenta a possibilidade da tomada do crédito."

Ele explica que a instabilidade dos preços também afeta a operação das empresas. Para tentar atenuar o repasse do aumento de custos da construção para o valor dos imóveis, o setor tem buscado alternativas, como se unir em compras coletivas para importar aço da Turquia, que tem apresentado preços menores que o do mercado nacional. "Não é nem para reduzir custo, mas manter o que está previsto inicialmente na obra."

Mesmo assim, está confiante na reta ascendente de vendas em 2021. Tanto que pretende lançar em dezembro mais um empreendimento no complexo residencial no bairro do Passaré, em Fortaleza, em dezembro. "Sem dúvida, essas medidas dão injeção de ânimo no mercado".

O Vilage Leonardo da Vinci, lançado há um ano e meio, com 235 apartamentos a partir de R$ 179 mil, já tem apenas quatro unidades disponíveis. E o Village Rembrandt, condomínios de casas a partir de R$ 180 mil, lançado em maio deste ano, está 80% vendido.

Com foco na venda de loteamentos na Região Metropolitana de Fortaleza, o diretor executivo da Novum Urbanismo, Gustavo Magno, também está otimista com a continuidade da boa fase do mercado.

Dos dois empreendimentos de loteamento fechados, lançados recentemente pela construtora, apenas os lotes da última fase no Jardins Boulevard, em Caucaia, estão disponíveis. Já no Recanto das Flores, em Maracanaú, 95% dos lotes foram vendidos.

"O nosso mercado de loteamento tem sofrido uma grande fortificação do movimento dos clientes foi muito impulsionado pela pandemia, onde as pessoas acabaram valorizando mais uma maneira diferente de viver, mais leve, buscando espaços que proporcionem qualidade de vida e segurança das famílias."

O que você achou desse conteúdo?