O recém-empossado presidente da Unimed Fortaleza, Marcos Aragão, disse, ontem, ao jornal O POVO que a cooperativa médica e operadora de planos de saúde vai mudar a forma de remuneração de seus cooperados.
A ideia é substituir o atual modelo “Fee for Service”, ou seja, por quantidade de procedimentos e recursos utilizados por outro formato que leve em consideração indicadores de gestão. Citando uma plataforma que ganhou força durante a pandemia de Covid-19, a partir do aumento das consultas virtuais (telemedicina), Aragão destacou que a implantação de novas formas de remuneração aos médicos cooperados vai contribuir também com o equilíbrio financeiro da Unimed Fortaleza.
“Hoje, nós disponibilizamos ao nosso médico um consultório online, que é uma plataforma de atendimento tecnológico ao nosso cliente. E baseado nele, nós temos uma remuneração variável para o nosso médico cooperado, baseado em indicadores de gestão. Então, daí se vê o quanto de entrega tecnológica nós podemos utilizar na gestão para controle de custo e para proporcionar melhor remuneração”, destaca. “Nós começamos a trabalhar para termos novos modelos de receita, o que também é essencial para Unimed Fortaleza, justamente para dar esse equilíbrio de caixa”, acrescentou.
Na última quinta-feira, 10, Marcos Aragão foi eleito por aclamação como novo presidente da entidade para o período 2022-2026, em chapa única composta, ainda, por outros quatro diretores: Flávio Ibiapina, Fernanda Colares, Fabrício Martins e Assis Filho. Aragão já foi diretor Administrativo-Financeiro da Unimed Fortaleza, entre 2014 e 2018 e diretor executivo do Sicredi Ceará, de fevereiro de 2018 a janeiro de 2022. Em linhas gerais, sua administração deve representar continuidade do trabalho que vinha sendo realizado pela gestão anterior, de Elias Leite.
Aragão assume a entidade em um cenário ainda afetado pela pandemia. Ontem, durante coletiva de imprensa convocada para apresentar as principais diretrizes da nova administração, ele citou o montante de R$ 200 milhões de custos com a Covid-19, dos quais R$ 120 milhões foram empregados somente durante a segunda onda pandêmica. Já no contexto da variante ômicron (ou terceira onda), o novo presidente da Unimed Fortaleza relatou que no pico de atendimentos diários relacionados à doença (presencial ou virtualmente) chegou a 1.500, estando agora entre 500 e 600.
No mesmo evento, também foi ratificada a expectativa de se inaugurar o novo Hospital Materno-infantil da Unimed Fortaleza no dia 13 de maio, começando pelo atendimento pediátrico. Os serviços de obstetrícia e acompanhamento neonatal estão previstos para começarem a ocorrer, a partir de agosto deste ano. O equipamento já movimenta contratações no setor da Saúde, com processos seletivos previstos para ocorrerem até março. O Hospital Materno Infantil terá 28 mil m² de área total. A unidade fica no bairro Guararapes, na região Sul de Fortaleza, e terá 174 leitos.
A previsão inicial para começar os atendimentos era no fim de 2021, mas, a data foi ajustada para 2022 devido à interrupção das obras entre março e maio de 2020, em razão da paralisação das atividades da construção civil na primeira onda da pandemia de Covid-19 e dos ajustes realizados no projeto. Além disso, um incêndio ocorrido em maio do ano passado atingiu os dois últimos pavimentos da construção.
O equipamento terá estrutura com centro cirúrgico, centro de imagem, laboratório e emergência. Com o novo empreendimento, a disponibilidade de leitos próprios para a linha de cuidados materno-infantis da rede Unimed Fortaleza aumentará em 50% e dobrará para a UTI neonatal. Já na quantidade de leitos próprios para UTI pediátrica o aumento será de 150%.