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Brasil na OCDE e a postura com potências e emergentes
Economia

Brasil na OCDE e a postura com potências e emergentes

Análise.
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Uma das grandes questões estabelecidas em relação ao novo governo Lula e como devem ser pautadas suas relações internacionais: priorizar pautas em andamento, como o pleito de entrada na OCDE, ou reforçar o protagonismo regional. Ao O POVO, analistas avaliam as possibilidades.

Carlos Rifan, CEO da Enfri e analista internacional, deve retomar a estratégia de governos anteriores, da ideia de um "protagonismo adaptável".

"Acredito que o Brasil irá reformular os acordos com a América Latina e retomar a liderança que lhe é devida para depois começar a trabalhar na OCDE. Entrar em um novo organismo sem ter cartas na manga não é uma atitude que a Política Externa do PT costuma fazer", ressalta.

Eldair Melo, economista membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), destaca que a retomada do papel de protagonismo nas grandes discussões internacionais devem contribuir com esse pleito brasileiro de entrar na OCDE.

Destaca ainda que Lula falou em seu discurso o que o mercado internacional queria ouvir sobre temas caros na atualidade, em contexto em que o mundo vive um período de dificuldades econômicas, de saída da pandemia, além da ameaça nuclear devido a guerra da Ucrânia e um colapso climático.

"No discurso de vitória, Lula sinalizou para o mercado internacional a abertura do Brasil para o mundo, para ser o centro no palco das negociações sobre o clima. Isso vai favorecer os acordos entre Mercosul e União Europeia e da entrada na OCDE porque o Brasil vai voltar a ser protagonista como já foi", pontua.

Eldair ainda acredita que a postura mais altiva do Brasil, demonstrando mais força nas discussões internacionais, deve ainda permitir melhores termos nas negociações entre Mercosul e União Europeia, em benefício de empresas do mercado nacional.

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