O fortalezense gasta 55,53% do salário mínimo vigente, hoje em R$ 1.212, para adquirir os 12 produtos que compõem a cesta básica, com base nos valores de outubro deste ano.
Ou seja, o valor da cesta chegou a R$ 622,57 no período, numa inflação de 0,27% ante setembro de 2022.
Já o gasto com alimentação de uma família considerada padrão, de dois adultos e duas crianças, chega a R$ 1.867,71.
Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta básica de Alimentos, apresentados nesta segunda-feira, 7 de novembro, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Cinco produtos contribuíram para a alta de preços: farinha (9,31%), tomate (3,89%) e pão (1,48%).
Já as maiores baixas ficaram por conta do leite (-6,27%), óleo (-4,72%) e o feijão (-1,55%).
Quando se compara a variação da cesta básica de Fortaleza no semestre, observa-se queda de 3,87% nos preços. Ou seja, em outubro de 2022 a cesta de R$ 622,57 está mais barata do que em abril (R$ 647,63).
Mas anualmente a inflação fica em 10,39%. Isto significa que a alimentação básica é mais cara do que em outubro de 2021 (R$ 563,96).
Dentre os produtos, os que caíram de valor no semestre foram tomate (-48,42%), óleo (-18,88%) e açúcar (-1,86%).
Já leite (44,49%), farinha (14,03%) e manteiga (13,02%) apresentaram as maiores elevações de preços.
Em 12 meses, os únicos itens que tiveram deflação foram tomate (-24,33%) e arroz (-1,48%). Os que encareceram mais foram leite (47,34%), farinha (45,08%) e café (27,36%).
Com base no valor da cesta básica no Brasil, em outubro de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.458,86, ou 5,33 vezes o mínimo de R$ 1.212.
Em setembro, era de R$ 6.306,97 ou 5,20 vezes o piso mínimo.
Em outubro do ano passado, estava em R$ 5.886,50 ou 5,35 vezes.
O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 12 das 17 capitais pesquisadas.
Na passagem de setembro para outubro, Porto Alegre (3,34%), Campo Grande (3,17%), Vitória (3,14%), Rio de Janeiro (3,10%) e Curitiba e Goiânia (ambas com 2,59%) tiveram as maiores altas.
Já as reduções mais importantes ocorreram em algumas cidades do Norte e Nordeste: Recife (-3,73%), Natal (-1,40%), Belém (-1,16%), Aracaju (-0,61%) e João Pessoa (-0,49%).
Porto Alegre foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 768,82), seguida por São Paulo (R$ 762,20), Florianópolis (R$ 753,82), Rio de Janeiro (R$ 736,28) e Campo Grande (R$ 733,65).
No Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram
registrados em Aracaju (R$ 515,51), Recife (R$ 558,40), João Pessoa (R$ 559,57) e Salvador (R$ 562,59).