A Grande Fortaleza teve inflação de 5,79% em 2022. Os grupos vestuário, além de saúde e cuidados pessoais foram os que mais tiveram elevação de preços e contribuíram para esse crescimento. As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Considerando apenas dezembro, a capital cearense com inflação de 0,61%, um pouco abaixo da média nacional, que terminou dezembro com 0,62% e 2022 em 5,79%. A alta de 0,62% foi a menor taxa para o mês desde 2018, quando subiu 0,15%. No mês de dezembro de 2021, o IPCA tinha sido de 0,73%.
Em Fortaleza, os grupos de vestuário, que cresceu 16,83%, e o de saúde e cuidados pessoais, com alta de 11,71%, foram os que registraram maior elevação. Enquanto os setores de comunicação e transportes foram os únicos com deflação, com -2,47% e -1,70%, respectivamente.
O que mais impactou para o aumento nos preços do setor de vestuário foram as roupas masculinas, com elevação de 20,71%, e calçados e acessórios, com aumento de 17,56%. Já na saúde e cuidados pessoais, a grande alta foi nos itens de higiene pessoa, que cresceram 16,92%.
Outros itens que se destacaram com aumento expressivo nos preços foram os tubérculos, raízes e legumes (41,90%), frutas e hortaliças (26,36%), leite e derivados (22,64%), panificados (22,15%) e artigos de limpeza (17,24%).
Já os itens com maior deflação foram os combustíveis (-23,92%), energia elétrica (-9,66%) e TV, som e informática (-2,47%).
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou dezembro com alta de 0,62%, ante um avanço de 0,41% em novembro, informou o IBGE.
O resultado ficou acima do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam um avanço desde 0,36% a 0,61%, com mediana positiva de 0,45%. A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 5,79%, de acordo com o IBGE - também ficando acima das projeções dos analistas consultados, que iam de 5,51% a 5,77%, com mediana de 5,60%. (com agências Brasil e Estado)
Altas
Em 2022, os principais vilões foram os aumentos na alimentação, que subiu 11,64%, e nos gastos com saúde e cuidados pessoais, com alta de 11,43%
Sem desoneração, IPCA seria maior
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,79% em 2022, acima da meta perseguida pelo Banco Central por dois anos seguidos. O resultado teria sido ainda maior, não fosse a desoneração sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações.
Sem as quedas de preços na gasolina e na energia elétrica, o IPCA teria sido de 9,56% em 2022, calculou André Almeida, analista do Sistema de Índices de Preços do IBGE.
A estimativa expurga tanto a gasolina quanto a energia do cálculo da inflação, redistribuindo os pesos dos itens, "uma conta mais correta."
"O ICMS é um dos fatores que influencia no comportamento dos preços desses bens e serviços, mas não é o único", disse Almeida embora reconheça que o corte de impostos tenha sido fundamental para a queda de preço desses itens em 2022. "Houve também reduções praticadas pela Petrobras no preço da gasolina nas refinarias."
A gasolina recuou 25,78% em 2022, -1,70 ponto porcentual no IPCA. O etanol ficou 25,42% mais barato em 2022, -0,25 p.p. no IPCA; a energia elétrica caiu 19,01%, -0,96 p.p.; e o acesso à internet recuou 12,09%, -0,06 p.p.. (Agência Estado)