Mesmo com o fim da Política de Paridade Internacional (PPI) na definição do preço dos combustíveis anunciada pela Petrobras há pouco mais de uma semana, o movimento gradativo de redução no valor do petróleo (especialmente o do tipo Brent) no mercado externo pode ajudar a amenizar o impacto da nova alíquota do ICMS sobre o preço da gasolina no mercado interno.
Isso porque a companhia deve continuar norteando seus preços, ainda que em menor grau, com base no que acontece no cenário internacional, uma vez que a Petrobras é uma das grandes exportadoras de petróleo no mundo. Para o consultor em energia e gás, Bruno Iughetti, “embora a Petrobras tenha mudado o sistema de precificação para efeito de exportação ela vai obedecer ao nível do preço do petróleo internacional”.
Ele acrescenta que “no horizonte, nós assistimos a um impacto de redução do preço do petróleo, internacionalmente falando. Nós estamos calculando que o petróleo deve ficar até o fim do ano na faixa de US$ 80 dólares para baixo”. Na última sexta-feira, a propósito o valor do barril do petróleo brent foi cotado em Londres a U$ 77,12.
Essa perspectiva acaba se refletindo nas projeções também para os preços nacionais. Dois dias após o anúncio dos novos valores da gasolina, do diesel e do gás da cozinha pela Petrobras, no último dia 16, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou que pela defasagem entre os preços internos e externos haveria espaço para novas quedas.
Na ocasião, contudo, ele negou que já esteja certa uma nova redução no preço dos combustíveis em julho, conforme rumores que circularam dentro do governo e no mercado de combustíveis.
Caso ocorra um novo reajuste negativo de valores pela Petrobras, contudo, o movimento pode ajudar a minimizar eventuais aumentos decorrentes da nova alíquota do ICMS.