Apesar de o projeto que retoma o voto de qualidade do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) ter ficado para trás na ordem de prioridade de votações na Câmara nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou ontem que as últimas negociações eliminaram focos de tensão em torno do texto.
Ele disse acreditar que agora "nada" impede a deliberação do projeto. O chefe da equipe econômica destacou as recentes conversas com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tinha direcionado críticas à proposta, cara ao governo.
"Depois das negociações que fizemos na Fazenda, está muito organizado também. Relatório saiu muito bom, e depois de algumas negociações com a Frente Parlamentar da Agricultura, FPA, dúvidas foram sanadas, evoluiu muito o texto na direção correta" avaliou Haddad.
Quando questionado sobre o fato de a reforma tributária ter passado à frente dos projetos do Carf e do arcabouço fiscal nas votações, o ministro respondeu que a Fazenda "precisa dos três projetos", destacando as mediações feitas pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
"Nós precisamos dos três projetos, eles são estruturantes. Obviamente que Lira tem de fazer as mediações com as bancadas para saber o que está em ordem, o que pode ir para plenário. Lembrando que o marco fiscal está em caráter terminativo na câmara, uma votação relativamente simples", disse.
Perguntado também se será possível votar os três projetos nessa semana, Haddad não respondeu diretamente, mas lembrou da previsão de que haja sessão deliberativa até sexta-feira, dia 7. (Agência Estado)