Logo O POVO+
Governo antecipará R$ 10 bi para repor perda de ICMS
Economia

Governo antecipará R$ 10 bi para repor perda de ICMS

| Repasses| Valor que estava previsto para ser pago em 2024 será incluído em projeto que tramita na Câmara dos Deputados. Municípios ficarão com R$ 2,5 bi
Edição Impressa
Tipo Notícia Por
PADILHA assegurou que haverá também repasses para compensar perdas de julho a setembro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil PADILHA assegurou que haverá também repasses para compensar perdas de julho a setembro

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informou ontem que o governo federal irá antecipar R$ 10 bilhões a estados e municípios para compensar a perda com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O valor estava previsto para ser repassado em 2024, mas será pago ainda este ano. Do montante, R$ 7,5 bilhões serão destinados aos estados e R$ 2,5 bilhões irão para os cofres municipais.

De acordo com o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou incluir a antecipação no Projeto de Lei Complementar (PLP) 136/23, que trata das perdas de ICMS e está em tramitação na Câmara dos Deputados.

"Isso significa uma compensação de R$ 2,5 bilhões a mais para os municípios brasileiros. [O presidente Lula] nos autorizou a incluir isso hoje no PLP, que já teve aprovada a urgência na semana passada, e o relatório vai ser apresentado pelo deputado Zeca Dirceu [PT-PR e relator do projeto]", afirmou Padilha.

Outra medida acertada com o presidente Lula é a inclusão no projeto de uma compensação aos municípios pela queda, de julho a setembro, nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Desta forma, as prefeituras irão receber um adicional de R$ 2,3 bilhões.

"Vai ter uma parcela extra do governo federal que compensa essa queda dos últimos três meses, garantindo também que os municípios tenham o FPM compensado, ajudando os municípios a tocar suas ações da saúde, habitação."

A expectativa do governo, conforme Padilha, é que o PLP 136/23 seja aprovado hoje na Câmara dos Deputados e, em seguida, no Senado. Assim que aprovado, o governo iniciará os repasses aos estados, municípios e Distrito Federal.

A compensação das perdas com o ICMS, imposto administrado pelos estados, ocorre por causa de leis complementares adotadas no ano passado, na gestão de Jair Bolsonaro, que limitaram as alíquotas sobre combustíveis, gás natural, energia, telecomunicações e transporte coletivo, impactando na arrecadação dos entes federativos.

O projeto de Lei Complementar 136/23, enviado pelo Executivo, prevê compensação total de R$ 27 bilhões em razão das mudanças nas alíquotas, que será paga até 2026. Deste valor, a expectativa é de que haja um repasse de R$ 646,30 milhões para o Ceará.

O montante foi negociado entre o Ministério da Fazenda e os governos estaduais, e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho deste ano.

Pelo acordo firmado, a compensação será proporcional à perda de arrecadação de cada ente federado.

Estados que têm a receber até R$ 150 milhões contarão com 50% em 2023 e 50% em 2024. Aqueles na faixa de R$ 150 milhões a R$ 500 milhões a receber terão 1/3 do valor em 2023 e 2/3 em 2024.

Quando o montante superar R$ 500 milhões a receber, a compensação será de 25% em 2023, 50% em 2024 e 25% em 2025.

Eventuais valores recebidos em decorrência de liminar deferida pelo STF em ações cíveis originárias serão descontados do total.(Agência Brasil)

Dívida

Segundo o acordo com STF, estados em Regime de Recuperação Fiscal poderão abater R$ 900 milhões na parcela das dívidas com a União em 2026

O que você achou desse conteúdo?