A prévia da inflação de outubro na Grande Fortaleza mostrou uma redução dos preços ao consumidor amplo puxada por alimentação e combustíveis.
Foi a maior queda dentre as regiões pesquisadas, resultado mais especificamente influenciado pela gasolina (-9,32%).
Na contramão do resultado do Brasil, que teve alta de 0,21%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou deflação de 0,28%, ficando -0,78 ponto percentual (p.p.) menor que a de setembro, quando variou 0,50%.
Os dados foram revelados nesta quinta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Eles apontam quedas nos grupos alimentação e bebidas (-0,19%), transportes (-1,87%) artigos de residência (-0,09%), educação (-0,01%) e comunicação (-0,48%).
Destrinchando estas categorias do IPCA-15, percebe-se que os preços arrefeceram especificamente nos itens:
Mas, quando se olha para o acumulado do ano, que vai de janeiro a outubro, comparado a igual período de 2022, a inflação na Grande Fortaleza está em 3,87%.
Educação (9,20%), transportes (8,33%), saúde e cuidados pessoais (6,93%), despesas pessoais (3,71%), e vestuário (2,79%) foram os grupos mais impactados.
Porém, em 2023, alimentação e bebidas (-0,30%) continuam em retração, bem como artigos de residência (-0,32%).
Com maior peso no bolso do consumidor, alimentação e bebidas caíram mais no ano em tubérculos, raízes e legumas (-19,28%), óleos e gorduras (-11,78%), carnes (-9,80%), aves e ovos (-6,08%), e leite e derivados (-5,11%).
Nos 12 meses encerrados em outubro, Fortaleza registra 4,85% de inflação, abaixo dos 5,05% da média nacional. O resultado fica abaixo dos 5,24% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Aqui alimentação e bebidas não escaparam e registraram índice de 0,55%, puxados por cereais, legumes e oleaginosas (11,58%).
Outros impactos nesta base de comparação vieram gos grupos transportes (10,13%), educação (9,24%), saúde e cuidados pessoais (8,35%) e vestuário (6,40%).
Os preços do grupo Alimentação e Bebidas caíram 0,31% em outubro, após queda de 0,77% em setembro.
O grupo deu uma contribuição negativa de 0,07 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,21% no mês ante alta de 0,35% em setembro.
Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 0,52% em outubro, após ter recuado 1,25% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,21%, ante alta de 0,46% em setembro.
Os preços de transportes subiram 0,78% em outubro, após alta de 2,02% em setembro.
O grupo deu uma contribuição positiva de 0,16 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,21% no mês ante alta de 0,35% em setembro.
Os preços de combustíveis tiveram queda de 0,44% em outubro, após avanço de 4,85% no mês anterior. A gasolina caiu 0,56%, após ter registrado alta de 5,18% em setembro, enquanto o etanol recuou 0,27% nesta leitura, após queda de 1,41% na última.
Mas a alta de 23,75% no preço das passagens aéreas respondeu sozinha por aproximadamente 77% da prévia da inflação oficial no País em outubro.
O subitem teve o maior impacto individual no mês, uma contribuição de 0,16 ponto porcentual para a taxa de 0,21% do IPCA-15 de outubro.
Houve altas em outubro também no transporte por aplicativo (5,64%) e no emplacamento e licença (1,64%).
O táxi aumentou 0,31%, em decorrência do reajuste de 20% em Porto Alegre a partir de 9 de outubro.
Já os preços dos combustíveis recuaram 0,44%. O gás veicular diminuiu 0,27%. O óleo diesel subiu 1,55%.
Os gastos das famílias brasileiras com saúde e cuidados pessoais passaram de uma elevação de 0,17% em setembro para uma alta de 0,28% em outubro, uma contribuição positiva de 0,04 ponto porcentual para o IPCA-15 deste mês.
O movimento no grupo saúde e cuidados pessoais foi impulsionado pela alta de 0,77% no subitem plano de saúde.
Os itens de higiene pessoal aumentaram 0,05%, influenciados pelas altas do perfume (1,24%) e dos produtos para cabelo (0,45%).
Os gastos das famílias brasileiras com habitação passaram de uma elevação de 0,30% em setembro para aumento de 0,26% em outubro, uma contribuição positiva de 0,04 ponto porcentual.
Os destaques no grupo no IPCA-15 de outubro foram as altas no gás de botijão (1,24%) e no aluguel residencial (0,29%).
A taxa de água e esgoto subiu 0,27%, por conta do reajuste de 6,75% em Salvador a partir de 25 de setembro.
Já a energia elétrica residencial registrou queda de 0,07% em outubro. (Com Agência Estado)