O ex-presidente da CUT e atual presidente do Conselho Nacional do Sesi, Vagner Freitas, também defendeu a importância de garantir fontes de financiamento para os sindicatos laborais e apontou semelhanças entre os dois espectros da negociação trabalhista, agora mais próximo dos sindicatos patronais, por conta do cargo exercido.
“Essa é a característica do movimento sindical. Então, para mim estar na presidência do Conselho (do Sesi) é quase que normal. Você também tem que conciliar interesse de atores diferentes dentro do conselho. O dirigente sindical também faz isso: uma intermediação da relação do trabalhador com o patrão. Então, nesse sentido tem muita semelhança, entre as qualidades que você precisa ter para estar nas duas funções, também são parecidas: buscar consensos e estabelecer pontes”, definiu.
“O que fica muito claro é que aquela questão do sucateamento da legislação do trabalho não ajuda na construção de uma indústria forte porque um dos pontos principais de competição e diferenciação, que é a qualificação profissional, o Brasil foi perdendo ao longo do tempo. Perdeu porque a reforma trabalhista trouxe uma desprofissionalização”, observou.
“O movimento sindical patronal tem formas de financiamento e tem que continuar tendo. Os partidos políticos têm financiamento público e precisam continuar tendo porque a democracia precisa se autofinanciar. É a mesma coisa que eu defendo para os sindicatos dos trabalhadores. Eles têm que ter uma forma de financiamento”, ressaltou.
“Está se propondo agora uma contribuição assistencial para quando da realização de convenção coletiva. Como resultado da negociação coletiva existem os benefícios que ela trará para todos os trabalhadores, associados ao sindicato ou não”, sustentou.
Freitas prosseguiu afirmando que para criar as profissões relacionadas às novas indústrias. “essas funções têm que ter certos direitos, para que os trabalhadores fiquem nelas, se especializem e tragam qualidade para o produto final”.