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Ceará gera 31,5 mil empregos no 1º semestre do ano, diz Caged
Economia

Ceará gera 31,5 mil empregos no 1º semestre do ano, diz Caged

Em junho, o saldo de contratações foi de 7,6 mil vagas, o melhor resultado desde setembro de 2023 e alta de 34,79% ante junho do ano passado. Fortaleza é o 7º que mais contrata no País
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SETOR de serviços lidera contratações no Ceará (Foto: BEATRIZ BOBLITZ, em 22/06/24)
Foto: BEATRIZ BOBLITZ, em 22/06/24 SETOR de serviços lidera contratações no Ceará

O Ceará registrou a criação de 31.529 novos postos de trabalho no primeiro semestre de 2024. Foi o 10º maior gerador de empregos do País e o segundo do Nordeste, atrás somente da Bahia (54.435). Destaque também para Fortaleza, com saldo de 20 mil novas vagas com carteira assinada, sendo o 7º melhor desempenho dentre os municípios. 

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que nos primeiros seis meses deste ano o Estado registrou 304.177 admissões e 272.648 desligamentos.

Considerando apenas o mês de junho, o saldo foi de 7.620 empregos no mercado de trabalho cearense, com 53.016 admissões e 45.396 desligamentos. Alta de 34,79% em comparação a junho do ano passado (5.653 vagas) e o melhor resultado mensal desde setembro do ano passado, quando foram captadas 10.014 novas vagas de emprego. 

Dentre os setores, serviços é o que mais contrata no Estado, com saldo de 2.863 postos no mês e 21.325 no semestre. Em seguida, aparece a indústria com 2.013 vagas em junho e 5,5 mil contratações no acumulado do ano.

O comércio ocupou a terceira posição nas contratações em junho, com saldo de 1,3 mil vagas entre admissões e demissões, porém, no horizonte do semestre, cai para quarta colocação (812). Já a construção civil somou 3,8 mil novas vagas no semestre, sendo 995 em junho.

A agropecuária apresentou saldo de 396 postos de trabalho no mês e de 51 vagas no balanço do semestre. 

Em uma postagem nas redes sociais, o governador cearense, Elmano de Freitas, comemorou o resultado  do Caged.

"Em junho, o estado registrou aumento de 7.620 postos de trabalho. Os setores de serviços, indústria e construção civil puxaram esse crescimento. Gerar emprego e renda aos cearenses é nossa prioridade absoluta".

Para Vladyson Viana, secretário de trabalho do Ceará, os dados evidenciam uma conjunção de fatores, como a retomada de investimentos do Governo Federal, investimentos por parte do governo do Estado e o crescimento do PIB do Ceará acima da média nacional no primeiro trimestre.

"Todos esses fatores de macroeconomia acabam contribuindo para criar esse ambiente de geração de empregos. O empresariado e o empreendedor cearense tem tido confiança para gerar novos postos de trabalho".

De acordo com o economista Alex Araújo, o cenário evidencia uma melhora fundamental no ambiente econômico e nas oportunidades trabalhistas do Ceará.

“Esse crescimento reflete a recuperação contínua da economia cearense, impulsionada por setores estratégicos e políticas públicas eficazes”.

Ele pontua que, para o segundo semestre deste ano, o Estado apresenta pontos promissores, que são sustentados por uma série de fatores econômicos e sociais que devem continuar favorecendo a criação de empregos.

“Primeiramente, o setor de serviços, que tem sido um pilar essencial do mercado de trabalho cearense, deve continuar a se expandir. Com o aumento do turismo, especialmente em Fortaleza, espera-se uma demanda crescente por profissionais em áreas como hospitalidade, alimentação, transporte e serviços profissionais”.

Outro apontamento do profissional é que os investimentos no setor de infraestrutura devem continuar em um ritmo acelerado, gerando empregos diretos e indiretos, além de projetos de desenvolvimento urbano e rural.

“O setor tecnológico também apresenta boas perspectivas, com o aumento de investimentos data centers, particularmente na Praia do Futuro, em Fortaleza, criando um ambiente propício para a geração de novos empregos altamente qualificados”.

Caged: destaque para Fortaleza

Já a capital cearense ocupou o 7º melhor saldo do País, com 172.324 admissões e 152.314 desligamentos nos seis primeiros meses de 2024. Ao total, 20.010 novos empregos foram gerados.

A movimentação foi puxada pelo setor de serviços, que registrou 15.684 empregos gerados. Na construção, foram 3.073 e 2.672 no segmento da indústria.

Em relação ao Nordeste, Fortaleza apresentou o segundo melhor desempenho, ficando atrás apenas de Salvador, que registrou 23.831 postos.

Em junho, o resultado foi de 2.988. Em comparação com o mesmo período de 2023, que captou 3.603 novos empregos, foi registrada a queda de 17,06% na criação de novos empregos.

Nos últimos 12 meses, a Capital teve um saldo de 34.896, com 330.946 admissões e 296.050 desligamentos.

Os números foram comemorados e alinhados com as políticas econômicas desenvolvidas em Fortaleza, pontua Rodrigo Nogueira Diogo, secretário do desenvolvimento econômico da Capital.

Para o segundo semestre do ano, o secretário afirma que os objetivos são voltados para a manter a média dos seis primeiros meses e chegar aos 40 mil postos gerados.

“Esse ano a gente quer chegar pelo menos nos 40 mil empregos gerados, mantendo a média do primeiro semestre. Se a gente chegar lá, com certeza nossa meta será atingida. A gente segue nessa luta de manter a cidade em pleno emprego”. (Com informações de Ana Luiza Serrão)

Conheça as profissões que pagam os MELHORES SALÁRIOS e as tendências para 2024 | Dei Valor

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Brasil tem saldo de 1,3 milhão postos de trabalho

O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 201.705 empregos com carteira assinada, número 29,5% maior que no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o saldo foi de 1.300.044 empregos.

O balanço é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Os cinco grandes grupamentos de atividades registraram saldos positivos em junho. O setor de serviços gerou 87.708, o de comércio 33.412 postos, a indústria 32.023 postos, a agropecuária 27.129 postos e o setor de construção gerou 21.449 postos. O destaque para o crescimento foi no setor de indústria, que registrou aumento de 165% em relação a junho do ano passado.

Nos últimos 12 meses (julho/2023 a junho/2024), foi registrado um saldo de 1.727.733 empregos.

Apenas o Rio Grande do Sul apresentou saldo negativo entre os estados (-8.569), ainda devido às enchentes registradas em maio. Mesmo assim, o estado apresenta tendência de recuperação em relação a maio, quando foi registrada uma queda de 22.180 mil empregos. "Apesar de negativo, nos surpreendeu positivamente", disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. (Agência Brasil)

Estoque

O nível de ocupação formal atingiu o total de 1.384.863 empregos com carteira assinada no Ceará

Fortaleza é a 7ª cidade que mais contrata no País

Nos seis primeiros meses deste ano, Fortaleza registrou um saldo de 20.010 novas contratações, com 172.324 admissões e 152.314 desligamentos. Foi o 7º melhor desempenho dentre as cidades brasileiras.

A movimentação foi puxada pelo setor de serviços, que registrou 15.684 empregos gerados. Na construção, foram 3.073 e 2.672 no segmento da indústria.

Em relação ao Nordeste, Fortaleza apresentou o segundo melhor desempenho, ficando atrás apenas de Salvador, que registrou 23.831 postos.

Em junho, o resultado foi de 2.988. Em comparação com o mesmo período de 2023, que captou 3.603 novos empregos, foi registrada a queda de 17,06% na criação de novos empregos. Nos últimos 12 meses, a Capital teve um saldo de 34.896, com 330.946 admissões e 296.050 desligamentos.

Os números foram comemorados e alinhados com as políticas econômicas desenvolvidas em Fortaleza, pontua Rodrigo Nogueira Diogo, secretário do desenvolvimento econômico da Capital.

Para o segundo semestre do ano, o secretário afirma que os objetivos são voltados para a manter a média dos seis primeiros meses e chegar aos 40 mil postos gerados. "Esse ano a gente quer chegar pelo menos nos 40 mil empregos gerados, mantendo a média do primeiro semestre. Se a gente chegar lá, com certeza nossa meta será atingida. A gente segue nessa luta de manter a cidade em pleno emprego."

Salário

O salário médio real de admissão em junho ficou em R$ 2.132,82, com queda de R$ 5,15 (-0,2%) em comparação com o valor de maio. Ante junho de 2023, o ganho real foi R$ 43,28 ( 2,1%)

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