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Especialistas veem operações como deficitárias e minimizam danos ao turismo regional
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Especialistas veem operações como deficitárias e minimizam danos ao turismo regional

Demanda baixa. Fluxo de voos
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Aeroporto Santos Dumont é o de maior fluxo de passageiros no País, a ser gerido pela Infraero (Foto:  Infraero/Divulgação)
Foto: Infraero/Divulgação Aeroporto Santos Dumont é o de maior fluxo de passageiros no País, a ser gerido pela Infraero

Sem entrar no mérito das alegações mútuas de descumprimento de contrato entre Infraero e Governo do Estado, especialistas ouvidos por O POVO apontam que, com poucas exceções, os aeroportos regionais do Ceará são deficitários e o impacto de uma atual rescisão sobre o turismo dos municípios onde estão situados seria pequeno.

Para o empresário e especialista em turismo, Arialdo Pinho, “o governo colocou nessa concessão vários aeroportos que não são viáveis financeiramente, porque não têm voo e por eles nenhuma empresa se interessa. Isso é função do governo. O governo tem que fazer esse desenvolvimento econômico. Você pega um aeroporto como o de Campos Sales, por exemplo, ou lá na serra (em referência ao aeroporto de São Benedito) e se tiver quinze voos por mês é muito”.

Ele acrescenta que “esses aeroportos regionais não têm um impacto grande no turismo propriamente dito. Eles têm função para transportar dinheiro, para se transportar remédios, pessoas que estejam doentes, etc. Têm uma grande função, mas não de turismo. Para o turismo no Ceará tem três aeroportos que cumprem essa função: Fortaleza, Juazeiro do Norte e Jericoacoara”.

Por sua vez, o especialista em economia do transporte aéreo, Adalberto Febeliano, afirma que “o único aeroporto que a Infraero opera e que gera receitas é o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, que recebe milhões de passageiros por ano e tem uma operação certamente lucrativa”.

“Então, a maneira como a Infraero deveria atuar seria: ela cuida do aeroporto e recebe dinheiro da prefeitura ou do estado para cuidar daquele aeroporto porque essa é a expertise dela. A Infraero sabe o que precisa ter para operar o aeroporto, as certificações que são exigidas, etc”, conclui.

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