Nos dias 9 e 10 de março do próximo ano, todos os salões do Centro de Eventos do Ceará serão ocupados pela Feira da Indústria. Idealizado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o evento tem como objetivo apresentar e mostrar a importância do setor na vida de cada pessoa.
O lançamento da Feira aconteceu, nesta quinta-feira, 28, na sede da Fiec, reunindo representantes dos 39 sindicatos filiados à entidade. A expectativa é atrair 80 mil pessoas no total, ou seja, 40 mil por dia, segundo informa Ricardo Cavalcante, presidente da Fiec.
“O objetivo nosso é mostrar para a sociedade a importância desses setores. A ideia nossa é mostrar a percepção da indústria dentro da vida das pessoas”, diz o presidente da Fiec. A expectativa dos organizadores é que o evento se consolide como plataforma de experiências, parcerias e negócios para empresas de todos os portes e segmentos, nos cenários nacional e internacional.
Cavalcante destaca que a Feira da Indústria busca conscientizar a sociedade como as soluções industriais impactam o cotidiano das pessoas. “É fundamental que as pessoas entendam que sem a indústria não tem remédio, hospitais, escolas, ruas, eletricidade, alimento", diz o presidente da Fiec, comentando que a importância da indústria tem sido subestimada com o tempo.
Outro objetivo do evento, indica Cavalcante, é mostrar que os 39 sindicatos filiados à Fiec estão interligados e que os setores (agro, indústria, comércio, serviço, transporte) devem se agregar em vez de concorrer.
De acordo com o líder classista, a indústria do Ceará representa 31% dos empregos formais do estado (378.150 de um total de 1.211.954). “Juntamente com a construção civil e parte da energia, contribui com 30% da arrecadação de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) do estado”, pontua Cavalcante, “É na indústria que se encontram os melhores salários e os maiores investimentos em inovação e tecnologia”, completa.
Uma outra missão da feira será a de mostrar aos jovens que a indústria atual não tem mais a imagem da "chaminé", mas sim é moderna e vital para a vida de todo cidadão. “Escolas e universidades serão convidadas para que os alunos possam ter uma percepção real da indústria”, informa Cavalcante.
Segundo ele, a feira terá uma agenda industrial relevante, com rodadas de negócios, buscando que cada setor procure novos fornecedores e abra novos negócios. “O objetivo é promover o Ceará como destino preferencial para investimentos industriais”, explica o presidente da Fiec.
Com o evento, a Fiec pretende evidenciar como a indústria cearense impacta o dia a dia das pessoas, sua competitividade e inovação, incluindo a implantação de indústrias de última geração e a presença de empresas referência mundial.
Outro ponto será mostrar a preocupação dos industriais cearenses com a sustentabilidade. “A FIEC é a única federação do país com um núcleo de ESG (Environmental, Social, and Governance), com 70 empresas cadastradas e 37 já certificadas. Essa certificação, concedida pelo Bureau Veritas, é reconhecida internacionalmente e demonstra a preparação da indústria cearense para o novo cenário global”, afirma Cavalcante.
De acordo com ele, a iniciativa foi estimulada pelo exemplo da Pecnordeste, que transformou uma feira pequena em um grande evento, mostrando a riqueza do Ceará.
Ilhas temáticas
A Feira da Indústria, informa o presidente da Fiec, será organizada em seis ilhas temáticas. A primeira delas será a da Indústria Alimentícia, reunindo os sindicatos de caju, laticínios, café, frio, bebidas, sal, pão, óleo, massas, trigo, alimentos e sorvetes.
A segunda ilha temática será a Indústria da Moda, que abrange os setores têxtil, couro, algodão, confecção, rede, roupa e calçados, demonstrando a cadeia produtiva desde o algodão até o produto final. Durante a feira, haverá desfiles de moda, segundo informou o presidente da Fiec.
A ilha da Indústria Construtiva engloba a construção civil pesada, imobiliário (Sinduscon), minerais, cerâmica, britas, móveis e serraria. “O objetivo é mostrar como os materiais são extraídos e transformados pela indústria para construir edifícios e infraestruturas”, pontua Ricardo Cavalcante.
O Setor de Mecânica, Energia e Química também estará representado no evento, contemplando sindicatos de energia, metal-mecânica e química. “O Nordeste é o segundo maior produtor de energia do país, e o Ceará tem potencial para atrair mais indústrias devido à sua matriz energética e a investimentos em hidrogênio verde", destaca o líder dos industriais cearenses.
As duas últimas ilhas temáticas são a da Indústria de Impressões e Afins, que Inclui os sindicatos gráfico, de embalagens, do plástico, verde, da madeira e da borracha, e a ilha da Área Institucional.