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Maioria dos americanos se opõe às tarifas de Trump, diz Washington Post
Economia

Maioria dos americanos se opõe às tarifas de Trump, diz Washington Post

Apesar de alguns republicanos apontarem dados econômicos positivos, como salários aumentando mais rápido que a inflação, a preocupação dos consumidores com o custo de vida persiste.
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Em meados de agosto, 61% dos americanos desaprovaram um "aumento substancial de tarifas sobre produtos importados da maioria dos países", enquanto apenas 38% aprovaram, segundo uma pesquisa do Pew Research Center. . (Foto: Mandel NGAN / AFP)
Foto: Mandel NGAN / AFP Em meados de agosto, 61% dos americanos desaprovaram um "aumento substancial de tarifas sobre produtos importados da maioria dos países", enquanto apenas 38% aprovaram, segundo uma pesquisa do Pew Research Center. .

Reportagem publicada pelo jornal Washington Post na quinta-feira, 28 de agosto, demonstra que há uma percepção divergente das políticas tarifárias de Donald Trump entre Wall Street - centro financeiro dos Estados Unidos - e o público em geral. Enquanto os mercados financeiros demonstraram resiliência e otimismo, com o índice Dow Jones se recuperando rapidamente após quedas iniciais, a população em geral mantém uma forte desaprovação dessas políticas.

Na edição de ontem, o Washington Post destacou que política econômica fundamental do presidente Donald Trump sofreu outro revés, quando o tribunal federal de apelações decidiu que ele não tinha autoridade para impor a maioria de suas tarifas abrangentes sobre importações de dezenas de parceiros comerciais.

Segundo o jornal, as tarifas de Trump poderão permanecer em vigor por enquanto, para dar tempo de possível apelação à Suprema Corte dos EUA.

O Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito Federal decidiu, por 7 votos a 4, manter a decisão de um tribunal inferior de que Trump extrapolou sua autoridade ao usar uma lei de 1977, chamada Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, para impor a maioria de suas tarifas. A lei de emergência é usada em caso de ameaças ao país.

Ainda segundo a publicação americana, a ação judicial foi movida por um grupo de governos estaduais e pequenas empresas, que argumentaram, em parte, que não existe tal emergência que justifique o uso da lei por Trump. O governo Trump contestou, argumentando que o déficit comercial que os Estados Unidos registram anualmente desde 1975 constitui tal emergência.

Espera-se que o Departamento de Justiça recorra da decisão à Suprema Corte, informou o Washington Post, o que significa que a questão pode se arrastar por meses até que uma resolução seja alcançada. As tarifas foram autorizadas a permanecer em vigor enquanto isso, devido a uma suspensão enquanto o processo continua.

Pesquisas

Em edição anterior, o jornal destaca que pesquisas de opinião, como as do Pew Research Center, indicam que a maioria dos americanos se opõe a aumentos substanciais de tarifas, expressando preocupação com o aumento dos custos.

A opinião pública sobre as tarifas do ex-presidente Donald Trump permanece predominantemente negativa por várias razões, conforme indicado pelas pesquisas.

Uma das principais razões é a preocupação generalizada dos eleitores com o aumento dos preços. Uma pesquisa rápida do Washington Post em março revelou que 60% dos eleitores se opunham às tarifas. Desse grupo, 46% disseram estar "muito preocupados" com preços mais altos e 29% "um pouco preocupados" com o aumento dos custos devido às tarifas.

Em meados de agosto, 61% dos americanos desaprovaram um "aumento substancial de tarifas sobre produtos importados da maioria dos países", enquanto apenas 38% aprovaram, segundo uma pesquisa do Pew Research Center. Essas opiniões permaneceram "praticamente inalteradas desde abril".

Em meados de abril, quando Trump inicialmente impôs tarifas abrangentes, 39% dos americanos apoiavam a política. A pesquisa de meados de agosto mostrou que apenas 15% dos americanos aprovavam a política de tarifas mais altas, enquanto 39% desaprovavam. Esses números também permaneceram estatisticamente inalterados em relação a meados de abril.

A impopularidade das tarifas reflete um declínio mais amplo na aprovação da gestão econômica de Trump. Uma pesquisa Gallup revelou que apenas 37% dos eleitores aprovam sua gestão da economia, um índice quase idêntico ao apoio às tarifas. No seu primeiro mandato, a média de aprovação de Trump para a economia foi de 52%, representando uma "reversão gritante". Apenas 29% dos eleitores independentes apoiam sua condução da economia.

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