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Operador portuário do Pecém investe R$ 50 mi em guindaste e projeta Transnordestina
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Economia

Operador portuário do Pecém investe R$ 50 mi em guindaste e projeta Transnordestina

Chegada da ferrovia Transnodestina ao Porto do Pecém já gera planejamento de novos investimentos futuros da Unilink, uma das empresas certificadas a movimentar contêineres e cargas gerais no local
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Aumento da demanda na operação portuária motiva investimentos no Porto do Pecém (Foto: AURÉLIO ALVES)
Foto: AURÉLIO ALVES Aumento da demanda na operação portuária motiva investimentos no Porto do Pecém

Para ampliar a capacidade e velocidade da movimentação de cargas no Porto do Pecém, a Unilink confirmou a aplicação de R$ 50 milhões na instalação de um novo guindaste.

Esse é o segundo ano que a empresa mobiliza tal quantidade de recursos em maquinário, totalizando R$ 100 milhões. Para os próximos anos, a empresa planeja novas ampliações e a chegada da ferrovia Transnordestina deve intensificar esse movimento.

Marcus Albuquerque, sócio-diretor da Unilink, detalha que a empresa agora possui quatro guindastes de grande porte (ship-to-shore, ou STS) para movimentação de contêineres diretamente nos navios. Além disso, futuro investimento será feito para aquisição de mais três guindastes sobre pneus (RTGs).

O empresário revela que o ritmo de crescimento dos negócios tem sido mantido em aproximadamente 15% ao ano, acompanhando a expansão na quantidade de cargas movimentadas pelo Pecém.

Sobre as perspectivas para futuro, destaca que o incremento de movimentação futura, esperada a partir da operação com grãos vindos pela Transnordestina, anima, mas que ainda estudam de que forma poderiam participar do negócio.

"Ainda estamos em estudos e veremos se vamos e como seria essa participação. Existe a Nelog (outra operadora portuária credenciada a operar no Pecém e especialista em cargas de grãos e minérios - que mantém a operação das esteiras) e queremos ver como podemos fazer alguma sinergia em relação aos embarques, mas nada que eu possa adiantar", explica.

No que se refere ao transporte de milho e soja, existem conversas para instalação de um terminal de grãos com operação quase automatizada, em que o embarque seria realizado por meio de esteiras envelopadas com capacidade de 3 mil toneladas por horas, diz.

Mesmo assim, projetam aumentar os investimentos, de forma a aproveitar outras cargas gerais e contêineres que venham a partir da ferrovia.

Para atender a demanda dos grãos e de outras cargas, já há o projeto de expansão do Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), com a instalação do novo berço 11 de atracação, com 350 metros de extensão.

Além da chegada dos grãos da Transnordestina ao Pecém, o que representaria um novo tipo de carga a ser movimentada, Marcus pontua que a expansão deve potencializar o trabalho no espaço.

"O grande impacto é o aumento de volume na movimentação do porto nas demais cargas, como as cargas gerais. Até porque o porto vai ampliar sua área de movimentação de mercadorias em 350 metros, comportará mais contêineres, mais cargas".

Neste sentido, o empresário já conta que em poucos anos o Porto do Pecém deve superar o Porto de Suape em movimentação de cargas. "É um motivo de orgulho para todos os cearenses e o Pecém tem sido uma infraestrutura que tem atraído cargas de todo Nordeste, tanto para exportação quanto para importação também."

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No que se refere ao transporte de milho e soja, Marcus Albuquerque diz que existem conversas para instalação de um terminal de grãos com operação quase automatizada, com capacidade de 3 mil toneladas por horas

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