Controlada pelo Mubadala, a Base Exchange planeja romper o monopólio da B3 até o início de 2027, ao lançar uma nova bolsa de ações à vista com clearing (sistema para intermediar e minimizar riscos das negociações) própria.
O CEO da Base, Claudio Pracownik, conta que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já encerrou o período de testes e que a avaliação técnica do Banco Central deve começar após o carnaval.
Com estrutura enxuta, tecnologia proprietária e sistemas em nuvem, a Base aposta na redução do custo total das operações. "Vamos ter tarifas mais justas", promete.
Pracownik diz que a Base tem "uma sede mais modesta, não temos museu, não temos CPD (centro de processamento de dados) próprio" e acrescenta que "a parte financeira está na nuvem, o que aumenta a escalabilidade", como forma de baratear as atividades.
O início das operações devem começar com mercado à vista, de ações, aluguel, cotas de FIIs, ETFs e BDRs. Já "para a etapa seguinte, estamos prontos para protocolar o mercado de futuros e derivativos", o que não foi protocolado por orientação do regulador.
"Os investidores lá de fora comentam que têm mais segurança nas praças onde há mais de uma Bolsa, mais de uma clearing. O investidor pode fazer hedge de uma posição, entrar, sair do mercado. E tem experiências em que houve aumento do volume de 20% a 25% e redução do custo implícito de 25% a 30% nos anos seguintes à instalação da concorrência", comenta. (Agência Estado)