O caminho que o Ferroviário faz até o acesso à Série B já foi mais fácil. No início da Série C 2020, a equipe conquistou bons resultados e apresentava a melhor defesa e o melhor ataque do campeonato, além de ter uma sequência de quatro jogos sem perder. No decorrer do certame, contudo, o desempenho mudou e o resultado disso pôde ser visto nos placares oscilantes.
Apesar dos altos e baixos, o Tubarão ainda depende somente de si para dar o próximo passo para o acesso à divisão "de cima". Para avançar de fase, a equipe comandada por Marcelo Vilar, hoje com 17 pontos, precisa somar por volta de mais 10 pontos nas próximas seis partidas, segundo projeção do estatístico e comentarista da O POVO CBN Thiago Minhoca. Ou seja, alcançar 56% de aproveitamento nesses jogos.
Durante a campanha, o treinador coral frisou bastante que seria importante o Ferroviário ganhar em casa. Na projeção atual, entretanto o Peixe precisa de mais do que vencer como mandante. Além de vencer as três partidas que ainda fará em casa — diante de Treze-PB, Jacuipense-BA e Imperatriz-MA —, o elenco coral precisa de, no mínimo, um empate fora de casa.
O primeiro jogo da sequência será contra o Treze, no próximo domingo, às 15h30min, no Domingão. O time paraibano possui somente uma vitória em cinco jogos que fez como visitante e vem de sequência de duas derrotas.
A sequência de partidas, no entanto, não deve ser tão simples. O clube cearense enfrenta seus adversários diretos: Manaus fora, Jacuipense em casa e Paysandu fora. Os três times citados possuem diferença pequena de pontos para o clube coral e, por isso, seja como visitante ou como mandante, não devem propor jogo fácil.
Na penúltima rodada, o Ferroviário recebe o rival em tese mais frágil, o lanterna Imperatriz, que só tem um ponto até agora na Série C. A primeira fase se encerra diante do atual líder Santa Cruz-PE, já virtualmente classificado.
A sequência é tão inconstante quanto o futebol apresentado pelo time coral atualmente. Para avançar, o clube precisa estar ciente que não pode bobear em sua missão: para manter vivo o sonho do acesso, o Ferroviário precisa fazer mais que o dever de casa.