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De virada, Ceará vence Fortaleza, mantém invencibilidade e quebra sequências do rival

Dominado no primeiro tempo, Alvinegro equilibrou o jogo no segundo e foi mais eficiente diante das chances criadas. Resultado não mudou posição dos dois cearenses na classificação da Série A
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Ceará venceu o 
Clássico-Rei pela primeira 
vez na temporada 2021
 (Foto: Aurelio Alves)
Foto: Aurelio Alves Ceará venceu o Clássico-Rei pela primeira vez na temporada 2021

O Ceará matou a fome de vitória sobre o maior rival ontem à noite, ao bater o Fortaleza por 3 a 1, pela 14ª rodada da Série A do Brasileiro. Além de interromper o hiato de cinco Clássicos-Rei sem triunfo, o Alvinegro quebrou a sequência invicta do Tricolor no Castelão, que já durava 19 partidas. Para completar, o Vovô chegou a dez jogos consecutivos no certame sem derrotas.

Se tudo isso já não fosse o bastante, o Ceará construiu o placar de virada e para quem tinha sofrido uma pressão enorme no primeiro tempo, reverter a situação foi ainda mais saboroso. No fim das contas, a eficiência deu a vitória. O Alvinegro finalizou menos da metade de vezes que o adversário, mandando apenas quatro chutes na meta, mas converteu três em gols. Ao Tricolor, faltou justamente aproveitar as oportunidades criadas.

E olha que não foram poucas. O Fortaleza teve 28 conclusões, sendo oito no gol, enquanto o Ceará chutou 11 vezes ao todo. Só nos primeiros dez minutos, o Leão já tinha feito cinco arremates, tendo duas intervenções do goleiro Richard, um desvio na zaga, uma bola para fora — que levou perigo — e o gol de Tinga, na marca dos 10. Ele aproveitou o rebote que Richard deu após defender cabeçada de Benevenuto, depois de cobrança de escanteio. Na grande área, apenas chutou forte para abrir o placar.

À frente no marcador, o Tricolor continuava chutando bolas ao gol do Ceará. O Vovô só tinha escapado duas vezes, primeiro com Vina, que nem chegou a concluir a jogada, e depois com Lima, em cobrança de falta que gerou escanteio. Por fim, em esquinado que ele bateu fechado e Felipe Alves espalmou.

A pressão do Leão, porém, não se convertia em gols e em paralelo a isso, o Ceará começou a ficar mais tempo com a bola. O problema é que o jogo coletivo do Vovô não funcionava. A solução foi uma jogada individual. Aos 36, Lima invadiu a grade área adversária pela direita e protegeu a bola da marcação, conseguiu um drible e partiu para a linha de fundo. De lá, cruzou rasteiro e a bola passou na pequena área, sem que Felipe Alves conseguisse afastar, mesmo tocando na bola. Nas costas do goleiro, Kelvyn vinha fechando e desviou para a rede.

O gol de empate foi o sinal de que o Clássico-Rei não seria tão fácil como estava parecendo. Assim, para a segunda etapa, o técnico Guto Ferreira voltou com Cléber na vaga Kelvyn, escolha que se provaria acertada.

A etapa complementar, porém, ainda começou com o Fortaleza pressionando. Pikachu e David, arriscando de fora da área, e Benevenuto, em cabeçada, fizeram o goleiro Richard trabalhar. Pouco a pouco, porém, a intensidade foi diminuindo e o Ceará foi ganhando espaço no meio de campo. As investidas do Vovô aconteciam principalmente em velocidade. O treinador alvinegro, então, apostou em Rick.

Antes do jogo mudar por completo, o Leão teve uma última chance, com David, aos 28, recebendo bola na grande área e finalizando. Richard espalmou.

Depois disso, o Ceará emendou sequência de ataques. Rick tentou chute colocado de fora da área, Felipe Alves defendeu. Pouco depois, aos 35 minutos, após uma cobrança de escanteio, a defesa do Fortaleza não conseguiu afastar e Cléber disputou com Wellington Paulista, subindo mais alto e mandando para o gol. O árbitro interpretou o lance como falta, mas foi ao monitor do VAR, reviu o lance e validou o tento.

O Tricolor sentiu o gol. A pressa na construção das jogadas resultava na perda da bola ou chutes para qualquer direção. O Alvinegro notou e passou a se aproveitar dos espaços que o adversário oferecia. Num desses, aos 40, Rick partiu para cima de Crispim e Jussa, passando em velocidade no meio dos dois, invadiu a grande área e foi à linha de fundo. Ele chutou rasteiro, a bola passou por debaixo das pernas de Felipe Alves e cruzou a linha do gol.

O triunfo não alterou as posições de Ceará e Fortaleza na classificação, mas o Vovô está a um ponto do G-6 — e reduziu para 4 a margem do rival. Já o Tricolor viu Atlético-MG e Palmeiras abrirem mais de três ponto de distância, além de RB Bragantino e Flamengo-RJ terem encostado.

Ceará 3 x 1 Fortaleza

Ceará
4-3-3: Richard; F. Sobral, Messias, Gabriel Lacerda e Bruno Pacheco; William Oliveira (Fabinho), Marlon (Buiú) e Vina (Jorginho); Lima, Kelvyn (Cléber) e Mendoza (Rick). Técnico: Guto Ferreira

Fortaleza
3-5-2: Felipe Alves; Tinga, Marcelo Benevenuto e Titi (Torres); Yago Pikachu, Matheus Jussa, Éderson (Felipe), Matheus Vargas (Romarinho) e Lucas Crispim; David (Luiz Henrique) e Robson (W. Paulista). Técnico: Juan Pablo Vojvoda

Local: Castelão, em Fortaleza-CE
Data: 1º/8/2021
Árbitro: Denis da Silva Serafim-AL
Assistentes: Esdras Mariano de Lima Albuquerque-AL e Brígida Cirilo Ferreira-FIFA/AL
VAR: Rafael Traci-FIFA/SC
Cartões amarelos: M. Vargas, David, Titi (FOR) Marlon, Lacerda (CEA)
Renda e público: não houve, devido a pandemia do novo coronavírus
Gols: 10min/1T - Tinga; 36min/1T - Kelvyn; 35min/2T - Cléber; 40min/2T - Rick

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